- Israel bombardeou Beirut duas vezes nesta quinta-feira e avisou que pode ampliar a ocupação terrestre no sul do Líbano.
- A ofensiva israelense ocorre após o maior ataque de Hezbolá contra Israel desde o início do conflito; o ministro da Defesa advertiu sobre ações para conter a milícia caso o Líbano não desarme-a.
- Hezbolá e o Irã lançaram a primeira operação conjunta contra Israel, com cerca de 200 foguetes e 20 drones; Israel reivindicou ataques a uma dezena de alvos em Dahiyeh.
- O dron israelense que sobrevoou o litoral de Beirut provocou um ataque que atingiu um carro estacionado e, em seguida, uma multidão que se aproximou, segundo relatos.
- O conflito já deixou centenas de mortos e feridos, com balanços oficiais estimando dezenas de mortos na Libano e perdas militares de Israel; a ONU expressou preocupação com a escalada e o deslocamento de centenas de milhares de pessoas.
O Exército de Israel lançou uma ofensiva de grande escala contra o Líbano, após o maior ataque de Hezbolá desde março. O país bombardeou Beirut duas vezes na quinta-feira e ampliou a ameaça de ocupação no sul do Líbano. A medida ocorreu depois de mais de 200 disparos vindos de território libanês na noite anterior.
O ministro da Defesa de Israel, Israel Katz, afirmou ter avisado as autoridades libanesas de que a ocupação terrestre poderia se ampliar para conter Hezbolá, caso Beirute não desarme a milícia. A resposta aérea israelense atingiu alvos em várias áreas, incluindo Dahiyeh, arredores de Beirut.
Ontem, Hezbolá, com apoio iraniano, realizou a primeira operação conjunta contra Israel desde o início do atual conflito. O porta-voz do Exército israelense informou 200 coquetes e 20 drones lançados do Líbano, a maior ofensiva dessa frente até agora.
A ação militar israelense provocou vítimas em diferentes pontos do país e elevou o saldo de mortos no Líbano. O Ministério da Saúde libanês registra mortes e dezenas de feridos, em meio a ataques aéreos e de foguetes.
No território libanês, a região de Beirute e o sul do país sofreram ataques com aeronaves e drones israelenses. Testemunhas relatam que civis, deslocados, estavam em carrocerias, tendas e áreas improvisadas quando houve nova investida.
UNIFIL, a missão da ONU no Líbano, manifestou preocupação com a escalada além da Linha Azul. Segundo a organização, foram detectados centenas de disparos a partir do território libanês e respostas aéreas israelenses, com impactos significativos na população local.
Observadores destacam que o deslocamento de centenas de milhares de pessoas já é registrado desde o início do conflito. Em Beirute, comunidades deslocadas denunciam condições precárias em áreas temporárias e abrigos improvisados.
As potências envolvidas não anunciaram mudanças de estratégia duradouras, mas mantêm a posição de desarmar Hezbolá como pré-requisito para qualquer negociação. Enquanto isso, a violência persiste, com novas táticas militares e ataques de ambos os lados.
Entre na conversa da comunidade