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Governo britânico encerra projeto global de saúde de destaque

Programa Global de Força de Trabalho em Saúde será encerrado até o fim do mês, após cortes de ajuda, assegurando impactos na preparação global para pandemias.

The Global Health Workforce Programme involved projects to strengthen national health systems in Ghana, Kenya, Nigeria, Ethiopia, Malawi and Somaliland.
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  • O governo do Reino Unido cancelou o Global Health Workforce Programme (GHWP), programa considerado crucial para a proteção contra futuras pandemias, devido a cortes de ajuda internacional, e ele fechará no fim de março.
  • O GHWP apoiava desenvolvimento e treinamento de profissionais de saúde em seis países africanos: Gana, Quênia, Nigéria, Etiópia, Malawi e Somaliland.
  • O responsável do FCDO, o ministro Chris Elmore, afirmou que, com menos recursos, é preciso fazer escolhas e priorizar maior impacto, prometendo sustentar projetos além da duração do programa.
  • A decisão ocorre em meio a cortes de ajuda externa do Reino Unido, que passaram de 0,7% para 0,3% do PIB, segundo relatos públicos, sob governos anteriores e atuais.
  • A Global Health Partnerships afirmou que cortar investimentos em formação de força de trabalho em saúde tem consequências humanas e que tais programas precisam de investimento contínuo e compromisso institucional.

A gestão britânica informou que o Global Health Workforce Programme (GHWP), projeto-sede da estratégia de saúde global, será encerrado no fim do mês. A iniciativa, que apoiava o desenvolvimento e treinamento de profissionais de saúde em seis países africanos, foi cortada por medidas de redução da ajuda externa.

Segundo o Foreign, Commonwealth and Development Office (FCDO), o fim do GHWP ocorre em meio a cortes de assistência e a uma readequação de prioridades. A decisão foi anunciada após a assinatura de contrato de três anos, que não será renovado.

Críticos apontam que o encerramento pode afetar a preparação para futuras pandemias e o fortalecimento de sistemas de saúde nos países parceiros. O braço americano Global Health Partnerships, que conduzia o programa, afirmou que a medida tem consequências humanas significativas.

O GHWP apoiava Ghana, Kenya, Nigéria, Etiópia, Malawi e Somaliland. A iniciativa ganhou destaque no governo britânico como forma de melhorar a resposta global a emergências sanitárias e de cumprir compromissos de investimento em países de origem de grande parte da força de trabalho NHS e assistência social.

O anúncio coincide com revisões orçamentárias do governo britânico, que reduziram a ajuda ao exterior de 0,5% para 0,3% do PIB, buscando ampliar investimentos militares. Anteriormente, o corte já havia reduzido a taxa de 0,7% durante a gestão anterior.

Em paralelo, uma outra linha de atuação financiada pelo GHWP, a Power for the People Africa Trust, tem apoio para reduzir violência de gênero, gravidez na adolescência e infecções por HIV em Kenya, no condado de Homa Bay. A instituição envolvida destacou que interromper o financiamento traria retrocesso nos avanços.

A decisão foi comunicada pelo FCDO por meio de declaração escrita. O ministério afirmou que a prioridade é a sustentabilidade de projetos após o fim do programa e que o Reino Unido continua comprometido com o desenvolvimento internacional e a construção de sistemas de saúde mais resilientes.

Relatórios independentes recentes indicaram dificuldades na gestão de orçamentos de ajuda, ressaltando que o financiamento nem sempre segue prioridades estratégicas ou avaliações de custo-efetividade. A organização Global Health Partnerships reiterou a importância de investimentos contínuos e adverte sobre custos a longo prazo da interrupção.

O governo britânico não forneceu mais detalhes sobre planos de transição ou de substituição para manter os ganhos alcançados pelo GHWP. A avaliação de impactos e as respostas das instituições parceiras devem continuar a ser monitoradas pelas autoridades competentes.

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