- Dois ex-policiários do Royal Ulster Constabulary disseram ao tribunal que Gerry Adams liderava a Provisional Irish Republican Army (IRA).
- Adams é alvo de processo por danos simbólicos de £1 por John Clark, Jonathan Ganesh e Barry Laycock, que alegam ter se ferido em três ataques da IRA.
- Adams nega ter sido membro da IRA ou ter ocupado o conselho militar.
- O ex-detective Tim Hanley afirmou, em declaração escrita, que Adams liderava a IRA até meados dos anos dois mil; a testemunha B disse que grande parte da intelligence apontava Adams como líder seniro.
- O julgamento deve ser retomado na segunda-feira.
Dois ex-membros da Royal Ulster Constabulary afirmaram, no tribunal de alto nível, que Gerry Adams era o líder da Irish Republican Army (IRA). O ex-líder do Sinn Féin enfrenta uma ação civil em que busca danos simbólicos de 1 libra esterlina por três explosões atribuídas à organização durante os Troubles. Adams nega ter sido membro da IRA ou de ter participado do seu conselho militar.
No depoimento, Tim Hanley, detetive reformado da RUC, e o que é identificado apenas como testemunha B disseram que Adams chefiava a organização proibida. Hanley afirmou, por escrito, que não restam dúvidas de que Adams liderava o PIRA, mantendo a liderança até meados dos anos 2000, apesar de um recuo gradual. Alega ainda que o PIRA funciona como uma máfia, com membros incapazes de abandonar totalmente o grupo.
Durante o interrogatório, o advogado de defesa questionou a intensidade e a qualidade das evidências apresentadas por Hanley, que negou ter exagerado. Hanley também comentou limitações de recursos da polícia ao tentar contatar autoridades em Londres e Manchester para verificar informações. Em resposta, disse que poderia ter realizado tais contatos, mas afirmou que a prática comum era o não-conhecimento, com entrevistas sem comentar.
O testemunho de testemunha B, que permaneceu oculto por trás de uma tela, indicou que grande parte da inteligência sugeria que Adams ocupava posição de alto escalão no conselho militar da IRA e era o líder de fato. Segundo ele, todos os seus colegas da RUC acreditavam nessa conclusão. Questionado sobre por que Adams não foi preso antes de 2014, testemunha B explicou que a polícia avaliava se havia evidências suficientes para o peso criminal, destacando que poucos casos de membership da IRA resultavam em condenação.
A defesa questionou a confiabilidade da inteligência alegada, lembrando que grande parte das informações pode ser imprecisa. A testemunha reconheceu que fontes podem induzir ao erro e que recursos legais e operacionais eram limitados. O julgamento deve retornar na próxima segunda-feira, com novas inquirições previstas.
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