- O enviado de Putin, Kirill Dmitriev, disse que a reunião produtiva em Flórida com negociadores norte‑americanos abordou projetos promissores para restaurar relações e acalmar os mercados globais de energia.
- Os EUA emitiram, por trinta dias, licença para países comprarem petróleo russo e derivados retidos no mar, após já terem flexibilizado algumas sanções nesta semana.
- Há relatos de que a Rússia recebeu €6 bilhões com a venda de combustíveis fósseis nas duas semanas desde o início da guerra envolvendo EUA, Israel e Irã, com estimativa de aumento de €672 milhões em março.
- A União Europeia propôs uma missão para inspecionar o oleoduto Druzhba na Ucrânia; a interrupção envolve Hungria, Eslováquia e Ucrânia, com disputas sobre responsabilidade.
- A Ucrânia abriu acesso a dados de combate para aliados treinarem IA de drones, buscando aperfeiçoar o uso de sistemas autônomos no campo de batalha.
O emissário de Vladimir Putin afirmou que Washington está “começando a entender melhor” a importância do petróleo russo após uma reunião considerada produtiva sobre a invasão da Ucrânia. Kirill Dmitriev afirmou, em publicação no Telegram, que foram discutidos projetos promissores para a restauração das relações Rússia-EUA e para enfrentar a crise energética global.
As negociações, realizadas na Flórida nesta semana, não incluíram representantes da Ucrânia. Horas antes, os EUA concederam uma licença de 30 dias para países comprarem petróleo russo e produtos petrolíferos mantidos no mar, medida para estabilizar os mercados de energia diante de tensões regionais. Diversas sanções já haviam sido flexibilizadas.
Fluxos de recursos e impactos
Dados indicam que a Rússia recebeu cerca de €6 bilhões com a venda de combustíveis fósseis nas duas semanas seguintes ao início do conflito envolvendo EUA, Israel e Irã, segundo fontes de mercado. A estimativa aponta crescimento de receitas em março com petróleo, gás e carvão.
Outros desdobramentos geopolíticos
A Hungria devolveu dois veículos blindados à Ucrânia, porém reteve caixa e ouro, citando investigação de lavagem de dinheiro; Kyiv critica o ato. O episódio elevou tensões entre os dois países, já acentuadas por disputas sobre remessas de petróleo.
Europa, energia e acusações
A Comissão Europeia propôs uma missão para inspecionar o oleoduto Druzhba na Ucrânia. A rota, utilizada para enviar petróleo para Hungria e Eslováquia, está interrompida desde o fim de janeiro, com diferentes versões sobre a causa do desligamento.
Relações regionais e defesa
O primeiro-ministro húngaro, Viktor Orbán, acusou a Ucrânia de planejar ataques contra sua família, em meio à escalada do atrito com Kyiv. Budapest e Kyiv travam uma queda de braço política que envolve questões energéticas e de segurança.
Tecnologia militar e cooperação
A Ucrânia abriu acesso, a aliados, a dados de combate para treinar software de IA de drones. A medida visa aprimorar modelos de reconhecimento de padrões, com interesse internacional em tecnologias de automação militar.
Arte, economia e acusações
A Comissão Europeia avisou sobre possível corte de financiamento à Bienal de Veneza caso haja participação russa, sob risco de suspensão de recursos de cerca de €2 milhões. Organizador assegura participação russa sob novas regras de conformidade.
Cooperação regional
Romênia e Ucrânia firmaram acordo para produção de sistemas de defesa, incluindo drones, em território romeno. O acordo reforça cooperação numa fronteira de mais de 600 km, onde incidentes com drones têm sido reportados.
Observação sobre o setor energético
O Kremlin alega que ataques com drones atingiram equipamentos de um gasoduto no sul da Rússia, que alimenta a Turquia, classificando as ações como irresponsáveis. Kyiv nega envolvimento direto com o incidente.
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