- Duas pessoas morreram após doação de plasma em clínicas da Grifols em Winnipeg, no Canadá; a Health Canada investiga relatos de “reações adversas fatais” ocorridos em outubro de 2025 e janeiro de 2026.
- A Grifols afirmou não haver motivo para acreditar que as mortes estejam relacionadas à doação de plasma.
- Fiscalizações federais em Saskatchewan e Alberta apontaram deficiências, como avaliação de elegibilidade do doador, manutenção de equipamentos e registro de dados, classificando as unidades como não conformes com as normas.
- A Health Canada mantém as investigações em curso; o Canadian Blood Service informou estar monitorando a segurança dos doadores e mantendo padrões elevados.
- O caso ocorre em meio a críticas sobre o papel de empresas privadas na coleta de plasma no Canadá, com histórico de preocupações sobre registros, higienização e supervisão do setor. Uma das doadoras tinha 22 anos.
Dois doadores de plasma morreram no Canadá após doarem em uma rede de clínicas privadas operadas pela Grifols, empresa espanhola. Os óbitos ocorreram em outubro de 2025 e janeiro de 2026, em instalações em Winnipeg e outra cidade da mesma região. As mortes ocorreram quando os doadores entraram em estado de distress durante o procedimento, segundo fontes familiarizadas com os casos. Health Canada abriu investigações sobre falhas no registro, na triagem de doadores e na manutenção de equipamentos.
A Grifols informou que não há evidências de relação entre as mortes e a doação de plasma. A empresa afirmou que os procedimentos operacionais foram seguidos e que continua trabalhando para ampliar a conformidade com as normas. A declaração da empresa destaca avaliações de saúde completas antes de qualquer doação e adota medidas para aprimorar processos.
Health Canada informou que recebeu relatos de reações graves após a doação em centros da rede entre outubro de 2025 e janeiro de 2026. As investigações continuam, com visitas imediatas aos centros de coleta. Não foram divulgados os nomes dos dois doadores pelas autoridades.
Relatórios de inspeção federal apontaram falhas em diferentes unidades. Em Saskatchewan, uma clínica recebeu classificaçao de não conformidade após falhas na avaliação da elegibilidade, além de deficiências em calibração, limpeza e registro de dados. Em Alberta, outra unidade apresentou diversas deficiências, incluindo controle de registros, triagem de doadores e manutenção de equipamentos.
A Grifols afirmou que o rating de não conformidade indica necessidade de melhoria dos processos e que já apresentou planos de ação ao Health Canada. Segundo a empresa, as unidades de Calgary e Regina eram previamente conformes e continuam operando normalmente enquanto as ações são implementadas.
A organização Canadiana de Sangue informou que monitora a saúde dos doadores e mantém padrões de segurança elevados para proteger quem doa e quem recebe derivados sanguíneos. Autoridades regionais foram notificadas sobre os eventos, com atualização recente sobre as fatalidades.
As mortes ressaltam debates no país sobre o papel de empresas privadas no manejo de plasma e sangue. Analistas destacam que o sistema de doação no Canadá depende de abastecimento externo, principalmente dos EUA, e que a supervisão pública é um tema central de debate, especialmente após históricos de falhas passadas no setor.
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