- Um alto funcionário do National Council of Resistance of Iran (NCRI), grupo de oposição com sede em Paris, disse que a guerra dos EUA e de Israel contra o Irã não derrubará a liderança clerical.
- Segundo ele, apenas um levante popular com resistência interna poderia levar à queda do regime; ataques por si sós não seriam suficientes.
- A ofensiva já dura doze dias e, conforme o grupo, deixou cerca de dois mil mortos no Irã e danificou muito das forças de segurança; o Irã respondeu, afetando mercados e transportes globais.
- O NCRI admite que não pode derrubar o sistema sozinho, mas acredita que protestos em massa poderiam retomar quando os bombardeios cessarem e, com o tempo, alterar o equilíbrio.
- Autoridades israelenses disseram que um objetivo parcial é enfraquecer o aparato de segurança para permitir que o povo iraniano tome seu destino.
Acilhot de Paris, 11 de março. Um dirigente de um grupo opositor iraniano sediado em Paris afirmou que a guerra entre EUA e Israel não derrubará a liderança clerical, defendendo que apenas um levante popular apoiado por resistência interna pode provocar mudanças. A análise foi feita em uma coletiva de imprensa.
O grupo National Council of Resistance of Iran (NCRI) disse que, após quase duas semanas de bombardeios, o regime permaneceu firme e não houve queda de lideranças. Segundo o responsável, a força popular seria crucial para deslocar o equilíbrio de poder.
Mohammad Mohaddesin, chefe de política externa do NCRI, argumentou que mesmo com grande contingente militar, a oposição precisa do apoio da população. Ele citou que a combinação de pressão popular com força militar não é suficiente por si só para derrubar o governo.
O NCRI destacou que o regime iraniano já sofreu impactos no setor militar e de segurança, com danos atribuídos aos ataques e a uma maior rigidez do aparato de poder. A organização foi listada como terrorista pelos EUA até 2012 e afirma representar opção entre oposição exilada.
Mohaddesin reconheceu que o NCRI sozinho não conseguirá derrubar o sistema. Ele afirmou que protestos maciços, como os ocorridos em janeiro, podem retornar quando os bombardeios cessarem e, com o tempo, podem mudar a balança de poder.
O grupo ressaltou que parte dos objetivos israelenses e norte-americanos envolve enfraquecer a máquina de segurança do país, para permitir maior espaço para ações do povo iraniano. Autoridades israelenses apontam esse foco como parte de seus objetivos estratégicos.
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