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China endurece política para minorias com nova lei de união étnica

Lei de promoção da unidade étnica amplia controle ideológico e reforça o mandarim como língua principal, aumentando vigilância sobre minorias sob Xi

Miembros de la Conferencia Consultiva Política del Pueblo Chino durante las Dos Sesiones de 2026, el periodo de reuniones políticas anuales más importante de China.
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  • O parlamento chinês aprovou a Lei de Promoção da Unidade e do Progresso Étnicos, para reforçar a política de identidade nacional centralizada.
  • A norma enfatiza a promoção do mandarim como língua principal na educação, administração e espaços públicos, com prioridade ao mandarim quando houver uso de várias línguas.
  • A legislação determina que escolas e instituições usem materiais que despertem orgulho à China e à ideologia do Partido Comunista, além de buscar a sinização de práticas religiosas.
  • O texto também aponta o aumento do controle estatal sobre conteúdos online, a criação de comunidades étnicas integradas e regras para evitar influências “perigosas” à unidade nacional.
  • Críticos afirmam que a lei intensifica a vigilância e a assimilação de povos com identidades próprias, enquanto o governo sustenta que busca prosperidade comum entre as 56 minorias reconhecidas.

A China aprovou uma nova lei que fortalece a promoção da unidade étnica e o controle ideológico sobre minorias, em meio às chamadas “Duas Sessões” em Pequim. O Legislativo aprovou o texto para consolidar um modelo de identidade nacional mais centralizado, com ênfase no mandarim e na orientação socialista. A medida é apresentada como forma de promover prosperidade comum entre 56 grupos étnicos.

Delegados de minorias estiveram presentes no Grande Salão do Povo, exibindo trajes tradicionais durante a sessão anual. A cena, porém, contrasta com críticas de organizações de direitos humanos, que veem maior vigilância estatal sobre culturas, religiões e línguas distintas.

A nova lei, chamada Lei de Promoção da Unidade e do Progresso Étnicos, afirma ampliar bases legais para o desenvolvimento e a prosperidade entre as minorias. Técnicos e autoridades citados pelo governo destacam o objetivo de fortalecer a coesão nacional.

A proposta reforça o uso do mandarim como língua principal em educação, administração e espaços públicos, com a preferência desse idioma quando houver mistura com línguas minoritárias. Material educativo deve buscar identificar a China como “grande pátria” e reforçar valores ligados ao Partido.

No âmbito religioso, o texto orienta pela sinização das práticas religiosas e pela adaptação dessas práticas à sociedade socialista, segundo a redação oficial. Em casa, o documento sugere que tutores orientem crianças a valorizarem a pátria, o Partido e a nação chinesa.

A norma também cria mecanismos de convivência entre grupos étnicos e reforça regras de urbanismo, habitação, emprego e serviços sociais. Proíbe obstruir casamentos com base em identidade ou prática religiosa, buscando facilitar a convivência entre comunidades.

Conteúdos na internet passam a ficar sujeitos a controle mais rígido, com operadoras obrigadas a manter registros e reportar mensagens que o governo julgue contrárias à unidade nacional. Sanções penais para condutas associadas ao terrorismo ou separatismo também são previstas.

Críticos apontam que a lei amplia políticas já em curso em Xinjiang, Tibete e outras regiões. O professor Barry Sautman, da Universidade de Ciência e Tecnologia de Hong Kong, afirma que o texto pode ampliar o controle ideológico e a assimilação cultural.

Entre moradores das regiões autônomas, as autoridades mantêm forte supervisão sobre religiões e instituições locais. O objetivo oficial é assegurar estabilidade e integração, porém críticos dizem que a autonomia real permanece limitada.

Apenas um pequeno grupo de observadores vê a mudança com reservas, enquanto parte dos representantes das minorias aplaude a ênfase na identidade nacional. A nova legislação entra em vigor conforme anunciada pelo governo, com impactos esperados em políticas públicas e educação.

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