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Trabalhadores filipinos de baixa renda impactados pela guerra contra o Irã

Filipinos no Oriente Médio enfrentam sirenes e risco de ataques; muitos avaliam retorno, mas voos limitados e custos mantêm trabalhadores longe de casa

An overseas Filipino worker sleeps as she waits for updates on her cancelled flight to the Middle East at Manila's International Airport
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  • Cerca de 2,4 milhões de filipinos vivem no Médio Oriente, onde o conflito entre EUA, Israel e Irã já fez vítimas entre trabalhadores migrantes. A primeira morte registrada entre filipinos ocorreu em Tel Aviv: Mary Ann De Vera, 32 anos, atingida por estilhaços em 28 de fevereiro.
  • Sirenes de alerta de mísseis interrompem a rotina de quem vive na região, levando muitos a buscar abrigos com frequência, como acontece com Joycee Pelayo em Tel Aviv.
  • Muitos filipinos trabalham em serviços, saúde, construção e indústria, recebendo salários mais altos do que no Brasil, o que sustenta famílias, mas envolve riscos de segurança e vulnerabilidade, especialmente sob sistemas kafala.
  • Alguns trabalhadores consideram voltar para casa, mas restrições de voos e fechamento de espaço aéreo dificultam a saída.
  • Observadores destacam a necessidade de oportunidades no próprio país para reduzir a dependência de empregos no exterior e a exposição a conflitos.

O conflito entre EUA, Israel e Irã ameaça milhares de trabalhadores filipinos no Oriente Médio. Mary Ann De Vera, cuidadora em Tel Aviv, tornou-se a primeira vítima filipina da violência na região, atingida por estilhaços ao acompanhar alguém a um abrigo. O fato ocorreu em 28 de fevereiro.

No total, 2,4 milhões de filipinos trabalham no Oriente Médio, em empregos que vão de doméstica a saúde e engenharia. Muitas pessoas enviam remessas para as famílias no Brasil, perdão, na Filipinas, que dependem desses ganhos para o sustento anual.

Entre os casos em território israelense, pessoas como Joycee Pelayo relatam múltiplos alerts de sirenes durante a noite. Ela cuida de um idoso perto de Tel Aviv e reage ajudando-o a se abrigar, quando toca o sinal de alerta.

Muitos trabalhadores avaliam retornar ao país de origem, diante da escalada do conflito. No entanto, restrições de voo e o fechamento do espaço aéreo limitam as opções de retorno para quem está no exterior.

Alguns relatos destacam que a vida continua em certas áreas. Trabalhadores de serviços dizem ter acesso a abrigos em estabelecimentos, enquanto outros relatam interrupção nas atividades e cancelamento de serviços, com pagamento mantido em alguns casos.

Entre os filipinos na região, a situação de risco é acompanhada de questões de segurança no emprego. Em muitos setores, o salário elevado é um atrativo, mas a dependência de empregadores sob o sistema kafala aumenta vulnerabilidades.

Um caso em Qatar envolve um trabalhador que chegou ao país apenas há sete meses. Quatro dos seis colegas desejam deixar o dormitório e retornar, citando prioridades de segurança e família.

Em Tel Aviv, diferentes experiências aparecem entre os cuidadores. Uma mulher relata seguir instruções de familiares para priorizar a própria segurança, diante de sirenes. Outro afirma manter a rotina de trabalho, mesmo sob risco.

Para famílias filipinas, o peso das remessas continua significativo. Trabalhadores no exterior costumam encarar longos períodos longe de filhos e parceiros, com relatos de abuso em alguns contextos de trabalho.

O governo filipino é pressionado por campanhas que defendem mais oportunidades locais, buscando reduzir a dependência de mão de obra no exterior e mitigar impactos de crises futuras.

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