- Polônia pedirá auxílio de França e Suécia para obter informações e evidências na investigação sobre tráfico humano relacionado a Jeffrey Epstein.
- Procuradores disseram que documentos dos arquivos de Epstein indicam suspeita de tráfico humano ocorrendo na Polônia entre 2009 e agosto de 2019.
- A investigação busca confirmar recrutamento de mulheres e meninas para trabalho no exterior com promessas falsas, seguidas de transferência para exploração sexual.
- Documentos mostram que Daniel Siad informou a Epstein sobre viagens pela Polônia, Eslováquia, República Tcheca e outros países, em busca de modelos, com cooperação de Jean-Luc Brunel.
- Segundo a imprensa, Siad nasceu na Argélia e mudou-se para a Suécia aos 23 anos; a Reuters tentou contato com ele, sem resposta até o momento.
Polônia pediu ajuda a dois países europeus para obter informações e evidências necessárias à investigação sobre tráfico humano ligado a Jeffrey Epstein, informou a promotoria na quarta-feira. O objetivo é verificar suspeitas de tráfico praticado na Polônia e fora do país.
O Ministério Público Nacional afirmou que os documentos dos arquivos Epstein indicam suspeita razoável de tráfico humano no território polonês. Ainda não há confirmação de quais países serão contatados, mas fontes próximas dizem que França e Suécia devem ser procuradas.
A investigação polonesa abrange o período de 2009 a agosto de 2019, com foco em recrutamento de mulheres e meninas para trabalho no exterior, seguido de transporte para exploração sexual. A promotoria afirma que os casos envolvem atuação de terceiros.
Envolvidos e evidências
Daniel Siad é citado em arquivos como quem informou Epstein sobre viagens pela Polônia, Eslováquia, República Tcheca e outros locais, para recrutamento de modelos. O material também menciona cooperação com Jean-Luc Brunel, falecido na prisão na França em 2022.
Siad, nascido na Argélia e criado na Suécia, não teve resposta imediata a contatos da Reuters. Em fevereiro, a imprensa sueca reportou que ele afirmou não ter cometido crimes e ofereceu colaboração às autoridades.
A divulgação de documentos dos EUA sobre Epstein revelou ligações do empresário com figuras de política, finanças e academia, antes e depois de se declarar culpado, em 2008, por crimes relacionados à prostituição. As informações atualizam o panorama do caso.
Entre na conversa da comunidade