- René Redzepi, chef e cofundador do Noma, renunciou na quarta-feira do restaurante em Copenhagen após acusações de abuso físico contra funcionários.
- A decisão ocorreu após reportagens, incluindo no New York Times, que descrevem padrões de punição física e abuso psicológico entre membros da equipe.
- Redzepi afirmou ter decidido sair para permitir que a equipe conduza o restaurante na próxima fase, e reconheceu falhas de liderança do passado.
- Ele também deixou o conselho da Mad, ONG do setor alimentício que fundou em 2011, e emitiu um pedido de desculpas aos funcionários.
- O Noma tem uma residência em Los Angeles prevista, cujos ingressos custam 1.500 dólares e estavam esgotados em três minutos; empresas partners cortaram relações com o restaurante antes do programa.
O chef René Redzepi anunciou nesta quarta-feira sua renúncia do Noma, em Copenhague, após acusações de abuso físico contra membros da equipe. O anúncio ocorre em meio a protestos em Los Angeles e a um pop-up de quatro meses que começa nesta semana.
A decisão chega após a cobertura do New York Times, que trouxe relatos de abuso físico e psicológico envolvendo o chef. A publicação cita 35 ex-funcionários e descreve episódios de punição, intimidação e humilhação pública.
Redzepi afirmou que deixa o restaurante para permitir que a equipe lidere o próximo capítulo, reconhecendo mudanças necessárias na cultura do Noma. Ele também deixou o conselho da Mad, ONG que fundou em 2011.
Contexto e desdobramentos
A reportagem do NYT descreveu um padrão de punição física e trauma psíquico, com ameaças de listas negras e deportação. Em nota, Redzepi pediu desculpas aos funcionários e disse que a situação motivou mudanças internas.
A saída acontece após Amex e Blackbird encerrarem vínculos com o Noma, movimentos reportados antes do retorno do pop-up em LA. A relação com patrocinadores foi um dos principais impactos observados.
O residency de LA, com ingressos a 1.500 dólares, esgotou em três minutos, segundo a imprensa local. O evento segue como ponte para a continuidade da operação do Noma na região.
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