- O primeiro-ministro Mark Carney ficou mais perto de obter maioria no parlamento canadense após um oposicionista se juntar aos liberais.
- Lori Idlout, do Novo Partido Democrático, que representa Nunavut, passará a sentar-se com os liberais na Câmara dos Comuns.
- Idlout é a quarta legisladora da oposição a migrar para os liberais desde novembro. Com isso, o partido passa a ter 170 cadeiras em 343, faltando 2 para a majority.
- Eleições especiais estão marcadas para 13 de abril em três distritos vagos, dois dos quais eram cadeiras seguras para os liberais; vencer dois deles ampliaria o controle da maioria.
- Uma maioria permitiria que Carney governasse até outubro de 2029, com foco em defesa e em decisões junto a Nunavut.
O primeiro-ministro do Canadá, Mark Carney, avançou rumo a uma maioria parlamentar após a defecção de uma deputada da oposição. Em Ottawa, nesta quarta-feira, Lori Idlout, da neoddirà esquerda NDP, anunciou que se somará aos Liberais na Câmara dos Comuns, alterando o equilíbrio de poder. O movimento ocorre no contexto de tentativas do governo de reagir às tarifas dos EUA.
Os Liberais governam com minoria desde a eleição de 2025 e dependem de apoio da oposição para aprovar leis importantes, como a agenda orçamentária. Carney afirma que a maioria facilitará respostas rápidas a medidas comerciais impostas pelo governo americano.
Lori Idlout representa Nunavut, território ártico, e passa a atuar com os Liberais, somando-se a eles na Câmara. A deputada é a quarta a migrar de bancada desde novembro. Com essa mudança, o governo passa a contar com 170 cadeiras na Casa de 343, dois votos abaixo da maioria.
Mudança no equilíbrio no Parlamento
A diferença pode se consolidar com eleições extraordinárias marcadas para 13 de abril, em três distritos anteriormente ocupados pelos Liberais, dois deles considerados seguros. A vitória em duas das três cadeiras daria aos Liberais o controle do plenário.
Caso obtenha a maioria, Carney poderá manter o cargo até outubro de 2029, data prevista para a próxima eleição federal. O processo eleitoral ocorre no âmbito de reformas políticas que moldam o calendário eleitoral canadense.
Idlout afirmou que a decisão busca defender a autonomia de Nunavut e a soberania no território, citando novas ameaças e pressões sobre o bem-estar da população nortista. O governo, em resposta, destaca a necessidade de decisões alinhadas com as necessidades do Norte.
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