- o regime iraniano não recuou diante da ofensiva EUA-Israel e se mostra mais resistente, rejeitando apelos de cessar-fogo de Steve Witkoff, enviado de Donald Trump.
- o ministro das Relações Exteriores, Abbas Araghchi, afirmou que uma declaração unilateral de vitória dos EUA não encerra o conflito; o Irã busca um acordo permanente que inclua garantia de não ataque novamente.
- o IRGC manteve a posição de controlar o estreito de Hormuz, com ameaça de passagem apenas de navios de países que expulsarem embaixadores dos EUA e de Israel.
- o parlamento iraniano, por meio de Mohammed Ghalibaf, disse publicamente que “não buscamos cessar-fogo” e que haverá retaliação proporcional e imediata.
- no cenário diplomático, o Irã avalia se o conflito pode terminar apenas com acordo ou com algum tipo de pacto condicionando sanções econômicas, enquanto o Conselho de Segurança da ONU deve falar sobre resolução condenando ataques iranianos.
O regime iraniano não recuou diante do que vê como ataque de EUA e Israel e mantém postura mais defiante. Washington enviou duas mensagens por Steve Witkoff, enviado especial de Donald Trump, propondo um cessar-fogo, mas Teerã rejeitou as propostas, segundo relatos. A leitura é de que o governo iraniano não considera o conflito encerrado.
Autoridades iranianas dizem que um anúncio unilateral de vitória dos EUA não encerraria a guerra. A ideia é que o custo econômico, político e militar dos EUA precisa ser suficientemente alto para dissuadir nova agressão. O país exige garantias de não ataque como parte de qualquer acordo permanente.
Kazem Gharibabadi, vice-ministro das Relações Exteriores, enfatizou a necessidade de garantias claras para evitar retaliação futura. O governo iraniano também sinaliza que pode encerrar o conflito apenas se houver condições que tornem inviável repetição de hostilidades.
O Ministério das Relações Exteriores avalia, em contatos com potenciais mediadores, se o conflito pode cessar como ocorreu anteriormente ou exigir um pacto com levantamento condicional de sanções econômicas. Na prática, a posição é de sobrevivência e resistência contínua.
No cenário internacional, mais de 80 países devem apoiar uma resolução patrocinada pelo Bahrain, que condena ataques iranianos aos Estados do Golfo, sem criticar EUA ou Israel. A Rússia pode apresentar uma moção separada pedindo cessar-fogo.
O parlamento iraniano reforçou tom firme: não há intenção de buscar cessar-fogo imediato. Responsáveis afirmam que qualquer retaliação será proporcional e automática, enfatizando uma resposta olho por olho sem concessões.
Aliados militares corroboram a linha de controle do estreito de Hormuz. O IRGC afirmou que continuará a gerir a passagem de navios pelo estreito, destacando que medidas são usadas apenas contra navios de agressores contra o Irã.
Mesmo após ataques a infraestrutura energética na região, analistas veem sinais de fortaleza de Teerã, com a percepção de que o regime pode buscar manter o conflito enquanto sustenta a legitimidade interna frente à pressão externa.
Contexto diplomático aponta para dificuldades históricas em rodadas anteriores de negociação, encerradas por intervenções aéreas dos EUA e de Israel. Especialistas apontam que, pese às tensões, o Irã enfrenta desafios de recursos e de comércio global.
A expectativa é de intensa pressão diplomática no Conselho de Segurança da ONU na quarta-feira, com foco em propostas de condenação aos ataques iranianos, sem consenso claro sobre um desfecho. Analistas destacam complicadores regionais.
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