Em Alta NotíciasFutebolPolíticaBrasileconomia

Converse com o Telinha

Telinha
Oi! Posso responder perguntas apenas com base nesta matéria. O que você quer saber?

Regime iraniano não enfraquece diante da ofensiva EUA-Israel e fica mais desafiador

Régime iraniano mantém postura defiante frente a ataques EUA-Israel, sinalizando continuidade do conflito e controle do estreito de Hormuz

Iran's foreign minister, Abbas Araghchi, has suggested that even if the US ceased its attacks on his country, Tehran may continue the conflict in some manner.
0:00
Carregando...
0:00
  • o regime iraniano não recuou diante da ofensiva EUA-Israel e se mostra mais resistente, rejeitando apelos de cessar-fogo de Steve Witkoff, enviado de Donald Trump.
  • o ministro das Relações Exteriores, Abbas Araghchi, afirmou que uma declaração unilateral de vitória dos EUA não encerra o conflito; o Irã busca um acordo permanente que inclua garantia de não ataque novamente.
  • o IRGC manteve a posição de controlar o estreito de Hormuz, com ameaça de passagem apenas de navios de países que expulsarem embaixadores dos EUA e de Israel.
  • o parlamento iraniano, por meio de Mohammed Ghalibaf, disse publicamente que “não buscamos cessar-fogo” e que haverá retaliação proporcional e imediata.
  • no cenário diplomático, o Irã avalia se o conflito pode terminar apenas com acordo ou com algum tipo de pacto condicionando sanções econômicas, enquanto o Conselho de Segurança da ONU deve falar sobre resolução condenando ataques iranianos.

O regime iraniano não recuou diante do que vê como ataque de EUA e Israel e mantém postura mais defiante. Washington enviou duas mensagens por Steve Witkoff, enviado especial de Donald Trump, propondo um cessar-fogo, mas Teerã rejeitou as propostas, segundo relatos. A leitura é de que o governo iraniano não considera o conflito encerrado.

Autoridades iranianas dizem que um anúncio unilateral de vitória dos EUA não encerraria a guerra. A ideia é que o custo econômico, político e militar dos EUA precisa ser suficientemente alto para dissuadir nova agressão. O país exige garantias de não ataque como parte de qualquer acordo permanente.

Kazem Gharibabadi, vice-ministro das Relações Exteriores, enfatizou a necessidade de garantias claras para evitar retaliação futura. O governo iraniano também sinaliza que pode encerrar o conflito apenas se houver condições que tornem inviável repetição de hostilidades.

O Ministério das Relações Exteriores avalia, em contatos com potenciais mediadores, se o conflito pode cessar como ocorreu anteriormente ou exigir um pacto com levantamento condicional de sanções econômicas. Na prática, a posição é de sobrevivência e resistência contínua.

No cenário internacional, mais de 80 países devem apoiar uma resolução patrocinada pelo Bahrain, que condena ataques iranianos aos Estados do Golfo, sem criticar EUA ou Israel. A Rússia pode apresentar uma moção separada pedindo cessar-fogo.

O parlamento iraniano reforçou tom firme: não há intenção de buscar cessar-fogo imediato. Responsáveis afirmam que qualquer retaliação será proporcional e automática, enfatizando uma resposta olho por olho sem concessões.

Aliados militares corroboram a linha de controle do estreito de Hormuz. O IRGC afirmou que continuará a gerir a passagem de navios pelo estreito, destacando que medidas são usadas apenas contra navios de agressores contra o Irã.

Mesmo após ataques a infraestrutura energética na região, analistas veem sinais de fortaleza de Teerã, com a percepção de que o regime pode buscar manter o conflito enquanto sustenta a legitimidade interna frente à pressão externa.

Contexto diplomático aponta para dificuldades históricas em rodadas anteriores de negociação, encerradas por intervenções aéreas dos EUA e de Israel. Especialistas apontam que, pese às tensões, o Irã enfrenta desafios de recursos e de comércio global.

A expectativa é de intensa pressão diplomática no Conselho de Segurança da ONU na quarta-feira, com foco em propostas de condenação aos ataques iranianos, sem consenso claro sobre um desfecho. Analistas destacam complicadores regionais.

Comentários 0

Entre na conversa da comunidade

Os comentários não representam a opinião do Portal Tela; a responsabilidade é do autor da mensagem. Conecte-se para comentar

Veja Mais