- O ministro da Justiça, David Lammy, chamou de “absurda” a divulgação de informações de uma reunião secreta sobre ataques dos EUA a Iran e pediu uma investigação.
- Documentos divulgados no fim de semana mostraram fissuras no Conselho de Segurança Nacional sobre permitir que bases britânicas fossem usadas nos ataques.
- Keir Starmer teria considerado autorizar o uso das bases para ataques defensivos a alvos iranianos na reunião de sexta-feira, enfrentando resistência de colegas, segundo a Spectator.
- A permissão para usar as bases contra sites de mísseis iranianos foi concedida no domingo, após Teerã realizar uma série de ataques retaliatórios na região.
- Starmer apresentou um cronograma público das discussões com os EUA, dizendo que a decisão final só ocorreu no domingo, após avaliação interna e negociações que se estenderam até o sábado.
David Lammy reagiu a relatos de um encontro de alto nível sobre ataques dos EUA a alvos no Irã, considerado um vazamento grave. O ministro da Justiça pediu uma investigação sobre a divulgação, que envolve a proteção pela Lei de Segredos Oficiais.
Relatos na imprensa indicam que houve dissidência no Conselho de Segurança Nacional britânico sobre autorizar o uso de bases do Reino Unido para ações ofensivas contra o Irã. A controvérsia envolve o possível consentimento para que bases britânicas servissem ataques contra alvos iranianos.
No encontro da última sexta-feira, o líder do Partido Trabalhista, Keir Starmer, teria manifestado apoio à ideia de permitir o uso das bases, enquanto opositores como Ed Miliband, Rachel Reeves, Yvette Cooper e Shabana Mahmood teriam se oposto, segundo o Spectator. A autorização foi, posteriormente, apresentada como alcançada no domingo.
Lammy, em entrevista à BBC Breakfast, disse que é uma “vergonha absoluta” qualquer vazamento de uma reunião do NSC, e reforçou que ministros devem agir com base em avaliações oficiais sem colocar pessoas em risco. Ele afirmou não discutir o conteúdo da reunião.
O ministro ressaltou que o governo permanece unido, mantendo uma posição de defesa dos aliados e da região, sem participação em ações ofensivas. Segundo ele, a base de apoio ao primeiro-ministro permanece íntegra.
Na linhagem oficial, a imprensa relata que a divulgação de documentos do NSC é considerada incidente grave. Em 2019, o então ministro da Defesa, Gavin Williamson, foi destituído por um vazamento envolvendo Huawei, evento citado como referência histórica.
Em sua coletiva, o primeiro-ministro não respondeu diretamente às informações do Spectator. Starmer explicou, de forma ampla, o cronograma de conversas com os EUA: não houve pedido concreto na sexta; o pedido chegou no sábado; após discutirem, a decisão foi anunciada no domingo, entre oito e nove da noite.
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