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Tensões e estratégias com o Kremlin sob escrutínio

Veterano da CIA detalha o arsenal de espionagem russo, suas táticas e falhas, e o impacto sobre a segurança ocidental e as alianças de defesa

A person is seen through photographs of prisoners at a former KGB prison, now a museum, in Vilnius, Lithuania, in 2015.
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  • Sean Wiswesser, veterano da CIA, lança livro sobre sua carreira de três décadas e diz buscar rechaçar as ações dos Serviços de Inteligência russos (RIS).
  • O texto descreve a espionagem russa, destacando recrutamento de illegals, uso de táticas antigas em locais rurais e a presença de agentes em missões diplomáticas, além de mencionar falhas e desleixos.
  • Casos como a operação de Anna Chapman em 2010 e os espionagens históricos de Aldrich Ames e Robert Hanssen são citados para ilustrar o que, segundo o autor, tem sido menos eficaz no século XXI.
  • Wiswesser aponta o uso de agentes-disposáveis na Europa e operações da “zona cinzenta” — ciberataques, desinformação e sabotagem —, muitas vezes conduzidas por meio de proxies.
  • O livro sustenta que, apesar das perdas, o RIS continua com capacidades significativas e que a resposta ocidental deve ser mais eficaz para reduzir a influência e o alcance da Rússia.

Sean Wiswesser, ex-agente da CIA, lança o livro Delphic, que revisita 30 anos de carreira na espionagem. A obra, em foco, analisa as ações da RIS — Russian Intelligence Services — e os esforços da CIA e aliados para conter essas ações.

O livro descreve métodos de espionagem russos, como o uso de locais rurais para esconder material secreto e o alto monitoramento de diplomatas no exterior. O autor também menciona a evolução para “surveillançan via digitais” para identificar comportamentos atípicos.

Wiswesser critica a atuação de agentes russos no exterior, destacando que muitos são recrutados, treinados e mantidos sob supervisão com falhas administrativas e pessoais. O texto cita casos de detenções de 2010 nos EUA como exemplo.

Desempenho da RIS e consequências

O autor aponta que, segundo ele, muitos ilegais russos no exterior são, em geral, pouco eficazes e às vezes negligentes. O livro sustenta que o sucesso de espionagem ocidental tem predominado desde 1991, com exceção de algumas operações históricas.

Wiswesser ressalta ainda que a Rússia mantém capacidades estratégicas significativas, como arsenal nuclear e força militar convencional. O trecho enfatiza que o país investe recursos consideráveis em inteligência para atuar no que chama de “armação cinza”.

Cenário atual e lições

O livro cita incidentes como tentativas de interferência nas eleições de 2016 e ações de desinformação, muitas operadas por meio de redes online de origem estrangeira. Também aponta uso de terceiros como forma de sabotagem na Europa, com agentes casuais em operações de curto prazo.

Wiswesser sugere que, apesar de o RIS ter infraestrutura robusta, a cooperação entre EUA, Reino Unido e aliados continua essencial. O objetivo é reduzir vulnerabilidades e fortalecer respostas a ameaças de espionagem e desinformação.

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