- Em local não marcado no oeste da Ucrânia, engenheiros britânicos e ucranianos trabalham juntos para consertar hardware militar danificado, incluindo obuseiros AS-90 doados pelo Reino Unido.
- O espaço, junto com mais três sites similares na Ucrânia, teve sua existência mantida em segredo para evitar chamar muita atenção, e não há militares britânicos no local, apenas engenheiros contratados pelo Ministério da Defesa.
- O complexo admite bays para até trinta veículos e é usado para reparar diversos sistemas de armas, com apoio de empresas britânicas como BAE Systems e AMS, além de técnicos ucranianos treinados para lidar com o equipamento.
- Trabalhadores ucranianos recrutados de antigas empresas militares treinam-se para operar as peças britânicas e ocidentais; para componentes de plataformas soviéticas, engenheiros visitaram o Bovington Tank Museum para entender como fabricar peças no Reino Unido.
- O ministro da defesa britânico, Luke Pollard, afirma que a iniciativa é arriscada, mas necessária, com planos de ampliar a cooperação a mais sites e países, estabelecendo uma estrutura integrada para o suporte às máquinas no front.
Revelada instalação na Ucrânia onde engenheiros britânicos ajudam a consertar armamentos vitais
Um complexo não identificado, no oeste da Ucrânia, abriga engenheiros britânicos e ucranianos trabalhando lado a lado para reparar sistemas de armas danificados. A operação envolve caixotes, chassis e peças de obuses britânicos doados. O acesso foi concedido ao Guardian durante a visita do ministro da Defesa do Reino Unido.
No local, equipes de duas empresas britânicas, BAE Systems e AMS, atuam com técnicos ucranianos para recuperar viaturas pesadas. Muitos ucranianos recrutados haviam trabalhado em estaleiros militares, restabelecendo funções com equipamentos fornecidos pela Grã-Bretanha. O objetivo é reduzir deslocamentos e atrasos na entrega ao front.
O arrangement inclui para-choques das plataformas de lançamento de obuses AS-90, entre outros sistemas. Os AS-90 integravam a frota britânica, mas parte deles foi doada à Ucrânia nos últimos anos. A infraestrutura pode receber até 30 veículos para reparos em diferentes bays.
Parcerias e alcance
A instalação também lida com plataformas de origem soviética, como o Tunguska e tanques T-72, com assistência de equipes britânicas que consultam fontes e museus no Reino Unido para fabricar peças. Sistemas Archer suecos também são reparados, sob acordo financiado pelo governo sueco, com apoio técnico britânico e ucraniano.
Segundo o ministro Pollard, manter a instalação dentro da Ucrânia é um risco calculado para sustentar Kyiv. Ele destacou que a cooperação industrial pode ampliar o esforço caso outras nações se juntem ao projeto. O objetivo é criar um modelo estrutural para futuras doações de equipamento.
A unidade opera sem militares britânicos no local, mas com engenheiros contratados pelo Ministério da Defesa. A iniciativa busca acelerar a disponibilidade de peças e reduzir o tempo de retorno de equipamentos ao front, em comparação com reparos realizados fora do país.
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