- O Departamento de Justiça dos EUA divulgou novos arquivos relacionados a Jeffrey Epstein, incluindo memorandos do FBI sobre entrevistas com uma mulher que fez acusações não verificadas contra Epstein e o presidente Donald Trump.
- Os documentos não haviam sido incluídos nas liberações anteriores, inicialmente retidos por estarem erroneamente classificados como duplicatas.
- As alegações não foram comprovadas e o FBI não abriu acusações relacionadas a elas.
- O DOJ afirmou ter identificado quinze documentos codificados incorretamente como duplicatas e que cinco memorandos de acusação, antes considerados privilegiados, podem ser divulgados; no total, vinte documentos já estão disponíveis.
- O caso ocorre em meio a investigações do Congresso sobre possível retenção intencional de material e à divulgação de dúvidas sobre o manejo da liberação dos arquivos.
O Departamento de Justiça dos EUA divulgou novos arquivos ligados a Jeffrey Epstein, incluindo memos do FBI sobre entrevistas com uma mulher que fez alegações não corroboradas contra Epstein e, supostamente, contra Donald Trump. A divulgação ocorreu nesta quinta-feira.
Os documentos não estavam nas liberações anteriores, iniciadas em dezembro. Segundo o DoJ, parte do atraso se deveu a uma classificação equivocada dos materiais como duplicados. Trump nega qualquer envolvimento ou conhecimento das atividades de Epstein.
Entre os materiais divulgados, constam entrevistas de 2019 nas quais a mulher afirma ter sido abusada por Epstein e por Trump na década de 1980, quando era menor. As acusações não foram verificadas e o FBI não abriu acusações com base nelas.
O DoJ informou, em nota publicada, que avaliou alegações públicas de que alguns documentos ausentavam-se da liberação. Identificou 15 itens incorretamente codificados como duplicatas. Cinco memorandos de acusação, anteriormente marcados como confidenciais, podem ser divulgados sem revelar materiais protegidos. No total, 20 documentos já estão disponíveis.
A divulgação ocorre em meio a investigações do Congresso sobre eventual atraso ou parcialidade na liberação de arquivos do caso Epstein envolvendo Trump. A imprensa tem acompanhado o tema, com reportagens do Guardian sobre o conteúdo das informações.
Pelo lado político, assessores da Casa Branca afirmaram que as acusações são infundadas e sem evidência confiável. Em janeiro, o DoJ havia destacado que algumas informações continham alegações falsas submetidas ao FBI próximo das eleições de 2020. A nota ressaltou que, se houvesse qualquer grau de credibilidade, já teria sido rebatido.
Especialistas analisam o impacto das novas liberações para a avaliação pública sobre o caso Epstein e as alegações ligadas a Trump. As autoridades reiteram que a investigação continua e que os documentos hoje tornados públicos refletem apenas parte do conjunto de registros disponíveis.
Fonte das informações acompanhadas pela imprensa indica que o foco principal permanece a verificação de autenticidade e o contexto das entrevistas com a testemunha, além da avaliação de possíveis impactos políticos decorrentes das acusações não verificadas.
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