- Donald Trump anunciou a substituição de Kristi Noem na Secretaria de Segurança Interna, tornando-a a primeira dirigente de seu segundo mandato a deixar o cargo.
- Democratas celebraram a saída, mas destacaram que os problemas da Secretaria de Segurança Interna não acabaram e pediram responsabilização de Noem pelo período à frente.
- A Câmara dos Estados Unidos rejeitou, nesta quinta, uma medida apoiada pelos democratas para interromper hostilidades com o Irã, mantendo o caminho para a continuidade do conflito.
- Trump deve se encontrar hoje com o secretário de Defesa, Pete Hegseth, e com o secretário do Interior, Doug Burgum, em reunião fechada à imprensa.
- Em desdobramentos internacionais e judiciais, Nigel Farage visitará Mar-a-Lago para discutir o acordo sobre as Ilhas Chagos, a Suprema Corte realizará conferência de casos para o próximo termo e um condenado do 6 de janeiro foi sentenciado à prisão perpétua por abuso de menores.
Donald Trump anunciou ontem a substituição de Kristi Noem pelo cargo de secretária do Departamento de Segurança Interna (DHS), a primeira saída de um integrante do gabinete na segunda gestão de Trump. A saída ocorre em meio a críticas sobre a condução migratória do DHS.
A demissão foi recebida com celebração por democratas, que apontam falhas na política de imigração e nos métodos de fiscalização. O período teve relatos de ações de autoridades que geraram clima de medo em cidades americanas e mortes de civis.
Segundo relatos, em Minneapolis, dois cidadãos foram mortos por ações de agentes de imigração, o que intensifica debates sobre a atuação do DHS. Diversos políticos republicanos e democratas reagiram de maneiras distintas ao episódio.
Entre as reações, o governador de Illinois, JB Pritzker, criticou o legado de Noem, citando impactos em famílias e profissionais de saúde. Demais líderes ressaltaram que a crise no DHS não se limita à exoneração.
Pete Buttigieg, ex-secretário de Transporte, afirmou que é preciso manter a pressão política para enfrentar questões estruturais do DHS, independentemente da demissão. Já o senador Ed Markey defende a abolição de ICE, sob perspectiva de política migratória.
Gavin Newsom, governador da Califórnia, disse que Noem, Greg Bovino e Stephen Miller devem ser responsabilizados por ações que, na visão dele, colocaram cidadãos em risco. Newsom já sinalizou interesse em nova candidatura presidencial.
O senador Andy Kim deixou claro que não votará para confirmar o próximo nome de Trump ao DHS, citando críticas a Mullin, considerado apoiador de posições MAGA. A posição reflete divergências internas entre democratas sobre a escolha.
Repercussões no Congresso e na agenda externa
A Câmara dos Deputados rejeitou, nesta quinta, uma medida democrata para interromper hostilidades com o Irã. O veto mantém o caminho para que Trump continue a conduzir a política externa atual.
Trump deve se reunir hoje com o secretário de Defesa, Pete Hegseth, para tratar do conflito no Oriente Médio. O presidente também atenderá o interior Doug Burgum, após visita a Venezuela. Reuniões são fechadas à imprensa.
Outros desdobramentos internacionais e judiciais
Na agenda externa, Nigel Farage deve encontrar Trump em Mar-a-Lago para tratar do acordo com as Ilhas Chagos. O tema envolve uso de bases aéreas para eventuais ações contra o Irã e vem de mudanças na posição de Trump.
Nos tribunais, a Suprema Corte dos EUA realiza conferência para a nova temporada, incluindo pedido de revisão do caso E. Jean Carroll, no qual Trump foi considerado responsável por abuso sexual.
Ainda, um ex-membro do movimento de protesto no Capitólio, que recebeu perdão de Trump, foi condenado a prisão perpétua por abuso de menores após invasão ao complexo em janeiro de 2021. A sentença é parte de investigações vigentes.
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