- A Comissão Nacional de Planejamento da Capital (NCPC) ouviu críticas públicas ao plano de Trump de construir um salão de baile de 400 milhões de dólares, com 22 mil pés quadrados, no local da antiga East Wing da Casa Branca durante reunião online de várias horas.
- O NCPC adiou a votação final para abril, após aprovação prévia do projeto pela Comissão de Belas Artes, e recebeu milhares de comentários públicos contrários.
- O arquiteto Shalom Baranes explicou que o espaço extra é necessário para imprensa, segurança e montagem de palco temporário, além de ampliar corredores de acesso para evacuação em emergências. A altura do salão foi admitida como decisão estética.
- Questionamentos sobre o desequilíbrio com a Mansion e com as alas existentes foram feitos por membros da prefeitura de Washington, incluindo o prefeito interino Arrington Dixon e o presidente da Câmara Municipal, Phil Mendelson.
- Comentários críticos de representantes de preservação histórica e organizações civis destacaram impactos no interior da Casa Branca, na simetria do conjunto arquitetônico e questionaram a viabilidade ética e patrimonial do projeto.
A audiência pública da National Capital Planning Commission (NCPC) discutiu nesta quinta-feira a construção de um salão de festas de 400 milhões de dólares e 22 mil pés quadrados no local do East Wing demolido da Casa Branca. O encontro, realizado em formato online, foi marcado por oposição expressiva do público e pelo papel central do staff secretary da Casa Branca, Will Scharf, que presidia a sessão. A NCPC deve votar o projeto, o último obstáculo antes do início da construção.
A proposta envolve ampliar a área de eventos da residência presidencial, com espaço para imprensa, segurança e um cenário temporário. O arquiteto Shalom Baranes defendeu as mudanças, destacando melhorias de acessibilidade e circulação de pessoas em emergências. A altura do salão supera três andares, e a peça estética do portico sul foi alvo de questionamentos de alguns membros da comissão.
O projeto já recebeu o aval do Commission of Fine Arts (CFA) e, com as milhares de manifestações recebidas, a NCPC adiou sua decisão para o próximo encontro, marcado para 2 de abril. A votação final, porém, deverá ocorrer em abril, segundo autoridades da NCPC. Versões apresentadas enfatizam a visibilidade do East Wing a partir de diversos pontos do quarteirão.
A sessão contou com críticas de especialistas em patrimônio e de representantes de organizações civis. A presidente da National Trust for Historic Preservation enfatizou a importância de ouvir a opinião pública e apontou que a construção pode impactar a percepção histórica do complexo presidencial. A diretora executiva da DC Preservation League alertou para danos ao interior da Casa Branca e à integridade de elementos originais, como paredes de pedra do século XVIII.
Entre as intervenções do público, houve apoio a manter o equilíbrio arquitetônico do conjunto, com argumentos de que o East Wing deveria respeitar a escala do conjunto histórico. Outros participantes criticaram a grandiosidade da proposta e associaram o financiamento a interesses privados. Um representante de organização de fiscalização pediu transparência, apontando possíveis conflitos de interesse envolvendo financiadores.
Durante a discussão, alguns membros da NCPC questionaram aspectos práticos, como acessibilidade para pessoas com deficiência e o impacto do edifício recém-projetado no entorno imediato. O arquiteto indicou que medidas estão em curso para ampliar as áreas de circulação e facilitar deslocamentos de emergências, bem como a possibilidade de incluir recursos como painéis solares, conforme a viabilidade técnica.
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