- O primeiro-ministro canadense, Mark Carney, disse que Andrew Mountbatten-Windsor deveria ser removido da linha de sucessão real por ações que considerou “deploráveis”.
- Mountbatten-Windsor foi preso em 19 de fevereiro sob suspeita de má conduta em função pública, algo considerado raro na história recente da realeza.
- Ele já renunciou aos títulos reais em outubro, mas continua na linha de sucessão, em oitavo lugar, mesmo após vínculos com Jeffrey Epstein terem vindo à tona.
- A remoção exigiria lei do parlamento britânico e apoio das 14 nações da Commonwealth onde o rei Charles III é chefe de estado.
- Austrália e Nova Zelândia manifestaram apoio a qualquer proposta de remover o príncipe, com o governo australiano enfatizando a necessidade de investigação completa e justa.
O primeiro-ministro canadense, Mark Carney, pediu que Andrew Mountbatten-Windsor seja removido da linha de sucessão, após classificá-lo como responsável por ações descritas como deploráveis. A declaração foi feita em Tóquio, durante coletiva com jornalistas.
Mountbatten-Windsor foi preso em 19 de fevereiro, suspeito de má conduta em função pública. O caso é considerado incomum na história recente da monarquia, segundo relatos. O ex-príncipe renunciou aos títulos em outubro, após novas informações sobre suas ligações com Jeffrey Epstein surgirem.
Apesar de ter deixado o protocolo real, Mountbatten-Windsor permanece counsellor of state, grupo que poderia substituir o rei Charles III em ausências. A posição só é prática para royals que trabalham, o que reduz a chance de uso.
Contexto legal e apoio internacional
Carney afirmou que há um processo para a remoção da linha de sucessão, que deve ser seguido. Em fevereiro, governos da Austrália e da Nova Zelândia manifestaram apoio a qualquer proposta de remoção, conforme relatos de veículos locais.
O premiê australiano Anthony Albanese foi quem respondeu por carta ao primeiro-ministro britânico, ressaltando que o governo seguiria a lei e apoiaria uma investigação ampla, justa e adequada. A carta foi publicada por veículos australianos.
As alegações contra Mountbatten-Windsor derivam de documentos do Departamento de Justiça dos EUA sobre Epstein e seus vínculos com pessoas poderosas. Dados vazios de e-mails teriam mostrado visitas oficiais a Hong Kong, Vietnã e Singapura.
O Palácio de Buckingham não se opõe a planos de remover o príncipe de 62 anos da linha de sucessão, segundo reportagens. Em nota, o rei Charles III reiterou que a lei deve seguir seu curso, após a prisão do irmão.
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