- Cuba restabeleceu a rede elétrica nesta quinta-feira, 5, um dia após uma falha agravada pela falta de combustível causada pelo cerco dos Estados Unidos, que deixou dois terços do país sem luz.
- O país já havia enfrentado cinco apagões generalizados desde o fim de 2024; o centro e o oeste, incluindo Havana, ficaram sem energia desde o meio-dia de quarta-feira.
- A interrupção atingiu a principal termelétrica, Antonio Guiteras, e o governo informou que às 05h01 desta quinta o sistema foi interligado de Guantánamo a Pinar del Río.
- Autoridades dizem que a falha foi o estouro do apagão, mas a principal razão é a fragilidade do sistema devido à indisponibilidade de combustível, com geradores de apoio em funcionamento.
- Desde 9 de janeiro não chegam petroleiros a Cuba, levando o governo a adotar medidas como suspensão da venda de diesel, racionamento de gasolina e redução de alguns serviços hospitalares.
Cuba restabeleceu a rede elétrica nesta quinta-feira (5), um dia após uma falha que deixou dois terços do país sem luz. O apagão teve origem na central Antonio Guiteras e agravou-se pela escassez de combustível causada pelo cerco energético dos EUA, segundo divulgação do Ministério de Minas e Energia.
O centro e o oeste do país ficaram sem energia a partir do meio-dia de quarta-feira. Na manhã de quinta, vários bairros de Havana já tinham energia, porém o restabelecimento ocorreu de forma gradual. O ministério informou que o sistema foi interconectado de Guantánamo a Pinar del Río às 05h01.
Segundo autoridades, a principal causa foi a fragilidade do sistema elétrico associada à indisponibilidade de combustível para alimentar geradores de apoio. A rede cubana opera com termelétricas envelhecidas, algumas com mais de 40 anos de operação.
Cuba enfrenta, desde o fim de 2024, cinco apagões generalizados. Além disso, muitos cortes são programados diariamente, com duração que, em Havana, pode superar 15 horas. Em várias províncias, os cortes chegam a mais de um dia.
Desde 9 de janeiro, não chegou petróleo a Cuba, uma situação que levou o governo de Miguel Díaz-Canel a adotar medidas de economia, como suspensão da venda de diesel, racionamento de gasolina e redução de serviços hospitalares.
Washington alega que Cuba representa uma ameaça à segurança nacional devido aos vínculos com China, Rússia e Irã, o que sustenta o bloqueio econômico. Havana acusa o governo dos EUA de tentar asfixiar a ilha, que permanece sob embargo desde 1962.
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