- O Irã afirmou ter atacado com três mísseis quartéis-generais de grupos curdos no Curdistão iraquiano, e informou a morte de pelo menos um integrante de grupo curdo no exílio.
- A ofensiva em larga escala contra o Irã, iniciada pelos Estados Unidos e por Israel no fim de semana, foi seguida por respostas iranianas com drones e mísseis contra Israel e alvos dos EUA e de seus aliados no Golfo.
- A guerra elevou preocupações sobre a economia mundial, com o FMI alertando sobre impactos, e medidas anunciadas pela Coreia do Sul e pela China para estabilizar mercados e reduzir impactos em petróleo e energia.
- O Estreito de Ormuz permanece sob tensão, com interrupções no trânsito marítimo e controle reivindicado pela Guarda Revolucionária Iraniana, afetando o fluxo de petróleo e gás.
- Em meio aos ataques, houve conflitos e ataques em outras frentes na região, incluindo ações israelenses contra o Líbano e deslocamentos de civis e turistas na região.
O Irã intensificou as ações militares na região, alegando atacar grupos curdos no Iraque. Os bombardeios e o lançamento de mísseis ocorram após a ofensiva iniciada por Estados Unidos e Israel contra o Irã no fim de semana anterior. A escalada envolve ataques de drones e mísseis contra alvos israelenses, dos EUA e seus aliados no Golfo, com resposta iraniana anunciada.
Os representantes iranianos afirmam ter atingido quartéis-generais de grupos curdos contrários à revolução no Curdistão iraquiano. Segundo a agência Irna, três mísseis foram empregados nesses ataques, que teriam causado mortes entre combatentes curdos no exílio. Autoridades iranianas disseram que o objetivo foi coibir ações separatistas.
Desdobramentos militares e diplomáticos
O governo dos EUA negou que planeje armar milícias curdas para provocar levante contra o Irã, apesar de o presidente Donald Trump ter conversado com lideranças curdas em uma base em Washington, conforme comunicado da Casa Branca. O Senado dos EUA rejeitou uma proposta para limitar poderes do presidente na condução da guerra.
Na região, houve novos ataques aéreos de Israel contra o Líbano, com avanços de tropas israelenses em áreas fronteiriças e incêndio em Beirute, perto de zonas de influência do Hezbollah. O Líbano, por sua vez, foi puxado para o conflito após ações iniciais do movimento pró-iraniano Hezbollah.
Rebatimento econômico e geopolítico
Especialistas destacam impactos potenciais na economia global, com a FMI alertando para efeitos sobre o crescimento mundial. Países anunciaram medidas para estabilização de mercados, enquanto refinarias e redes de abastecimento em várias regiões sob tensão discutem ajustes logísticos. O Estreito de Ormuz permanece sob controle estratégico, com trânsito de uma parcela significativa do petróleo mundial.
Em outros desdobramentos, houve relatos de interrupções em rotas de navios e fechamento temporário de embaixadas norte-americanas na região, além de movimentos de pacotes de emergência para turistas presos em áreas de conflito. O cenário geopolítico mantém retomadas de ações militares e resposta diplomática em ritmo acelerado.
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