- Ao menos 13 hospitais e outras unidades de saúde no Irã foram atingidos desde o início dos ataques dos EUA e de Israel, segundo a Organização Mundial da Saúde.
- A OMS investiga relatos de quatro médicos mortos e 25 feridos; a organização não atribuiu culpa de forma categórica.
- O conflito já deixou 1.230 mortos no Irã, mais de 100 em Líbano e 13 em Israel, além de dezenas de crianças vítimas em Minab, no Irã.
- A OMS alerta que operações de ajuda humanitária estão sob risco, com o hub de logística global em Dubai suspenso por insegurança.
- O impacto inclui interrupções em quase 18 milhões de dólares em suprimentos de saúde, além de atrasos em itens de polio e outras emergências para diversos países.
At least 13 hospitais e outras unidades de saúde foram atingidos durante os ataques envolvendo EUA e Israel contra o Irã, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS). A entidade afirmou estar checando relatos de quatro médicos mortos e 25 feridos.
A OMS informou que já verificou 13 ataques contra assistência à saúde no Irã e um no Líbano. O registro não atribui culpa, mas enfatiza que, segundo o direito internacional humanitário, cuidados de saúde devem ser protegidos e não atacados.
Ao todo, são mais de 1.230 mortos no Irã, com mais de 100 mortes no Líbano e 13 em Israel desde o início do conflito, conforme fontes oficiais. Milhares ficaram feridos na região, e seis militares norte-americanos também morreram.
Um ataque recente atingiu escolas no Irã, incluindo uma no Minab, no sul do país, onde dezenas de estudantes morreram. A violência elevou o número de vítimas entre civis e projetos docentes na área.
A diretora-geral da OMS, Dr. Tedros Adhanom Ghebreyesus, informou que quatro ambulâncias no Irã foram atingidas. Hospitais próximos sofreram danos menores, segundo autoridades iranianas.
Duas situações distintas foram mencionadas pela OMS: interrupção de operações logísticas globais em Dubai, por questões de segurança, e danos indiretos a pacientes e serviços de saúde.
A OMS também citou impactos significativos na cadeia de suprimentos humanitária, com impedimentos a US$ 18 milhões em remessas de assistência médica e mais US$ 8 milhões retidos no hub de Dubai. Ainda há atraso de suprimentos para polio e outros casos.
Segundo a OMS, mais de 50 solicitações de emergência de 25 países ficaram comprometidas, assim como US$ 6 milhões em medicamentos destinados ao Gaza. A organização alerta para consequências graves na região.
De acordo com o embaixador do Irã na ONU em Genebra, 10 instalações teriam sido atingidas por ataques militares, conforme carta enviada à OMS nesta semana. Ghebreyesus ressaltou impactos mais amplos aos setores humano e de saúde.
Impactos regionais e operacionais
A diretora regional da OMS para o Mediterrâneo Oriental, Hanan Balkhy, disse que quatro ambulâncias foram afetadas no Irã e que hospitais sofreram danos com ataques próximos. Longe da área, o Líbano também registrou evacuações de saúde.
A OMS informou ainda que as operações do hub de logística de emergências globais em Dubai estão suspensas por questões de segurança, prejudicando a distribuição de ajuda médica. O órgão não atribuiu responsabilidades nos ataques.
Estimativas indicam deslocamentos significativos: cerca de 100 mil pessoas deixaram o Irã e 60 mil se mudaram para o Líbano, antes de novas evacuações em Beirute. A organização reiterou a preocupação com instalações nucleares na região.
A situação humanitária segue sob monitoramento, com a OMS pedindo respeito ao direito humanitário e retorno rápido à normalidade dos serviços de saúde. As informações são apuradas com autoridades locais e agências parceiras.
Entre na conversa da comunidade