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Visto de estudo do Reino Unido para quatro países pode aumentar o uso de barcos pequenos

Banimento de vistos de estudo para Sudão, Afeganistão, Mianmar e Camarões entra em vigor em 26 de março, e críticos dizem que aumentará o uso de pequenas embarcações

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  • O Reino Unido anunciou a proibição de vistos de estudante para Sudão, Afeganistão, Mianmar e Camarões, que entra em vigor em 26 de março.
  • A medida sustenta que é um “abuso” buscar asilo no país após concluir os estudos, conforme alegado pelo Home Office.
  • Segundo dados do Home Office, o número de pessoas dessas nacionalidades que obtêm visto de estudante e depois pedem asilo é baixo, em muitos casos centenas, sendo menor do que o número que cruza o canal de barco em dias moderadamente movimentados.
  • Críticos dizem que existem poucas opções legais seguras para quem busca proteção, o que pode levar mais pessoas a usar pequenas embarcações para chegar ao Reino Unido.
  • Louise Calvey, diretora da instituição Asylum Matters, afirma que as restrições podem empurrar refugiados para rotas mais perigosas, agravando o problema de proteção.

O Reino Unido anunciou a imposição de uma proibição de vistos de estudo para cidadãos de quatro países com conflitos internos e abusos de direitos humanos: Sudão, Afeganistão, Mianmar e Camarões. A medida entra em vigor em 26 de março, como parte de uma atualização da política de imigração. O governo alega que o caminho de estudo não pode servir como mecanismo para solicitar asilo.

O anúncio foi feito pela secretária de Interior, Shabana Mahmood. Segundo o Home Office, o objetivo é evitar abusos no sistema de vistos e reforçar o controle fronteiriço. Autoridades dizem que as rotas de estudo não devem ser usadas para alcançar proteção no país.

Dados do próprio Home Office indicam que o número de pessoas desses países que obtêm visto de estudo e depois fazem pedido de asilo é baixo, comparado ao total de solicitações. Em 2025, apenas uma parcela isolada de requerentes havia seguido esse trajeto.

Contexto e reação

A Organização Asylum Matters, representada pela diretora Louise Calvey, critica a medida e argumenta que ela pode levar mais fluxos irregulares. Segundo ela, a proibição impede famílias de buscar educação e proteção, empurrando refugiados para vias perigosas.

Mahmood sustenta que o país continuará oferecendo refúgio a quem foge de guerras e perseguições, desde que as regras sejam respeitadas. A secretária afirma que a política visa restaurar ordem e controle nas fronteiras britânicas.

Relatos de direitos humanos apontam que, em situações de conflito, alternativas seguras de migração costumam ser limitadas. Críticos destacam que, sem vias legais, muitos buscam rotas arriscadas para chegar ao país de destino.

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