- A ministra do interior do Reino Unido, Shabana Mahmood, visitou o centro de retorno de Sjælsmark, nos arredores de Copenhague, para conhecer as condições de pessoas sem direito de permanecer.
- No local, centenas de imigrantes vivem sob regras estritas, com contrato de ajuda a manter as instalações e horários rígidos; as cercas altas dificultam a saída.
- Mahmood afirmou que existem “queixas legítimas” sobre imigração e serviços públicos, defendendo que o Reino Unido precisa seguir o modelo dinamarquês para enfrentar a migração.
- O ministro dinamarquês da imigração, Rasmus Stoklund, voltou a defender a chamada “lei do gueto”, que autoriza demolir blocos com maioria de moradores de origem não ocidental.
- O governo britânico disse discordar da ideia de contagem de imigrantes proposta pelos dinamarqueses, mantendo o foco em integração e políticas de longo prazo.
A secretária de Interior do Reino Unido, Shabana Mahmood, visitou Sjælsmark, centro de retornos próximo a Copenhague, para conhecer as condições de detentos que não têm direito de permanecer no país. O tour ocorreu na semana passada, com imprensa e assessores ao lado. A visita faz parte de uma posição pública sobre políticas de imigração.
Sjælsmark fica a cerca de 32 quilômetros ao norte de Copenhagen. O local abriga pessoas com pedidos de asylum rejeitados ou em vias de deportação. As instalações mantêm regras estritas, horários rigorosos e patrulhas de vigilância, segundo autoridades locais.
Durante o itinerário, Mahmood ouviu relatos de autoridades dinamarquesas e de organizações de apoio a migrantes. A mensagem central foi discutir como equilibrar responsabilidade pública e direitos de quem busca asylum.
O objetivo do giro foi evidenciar que parte do eleitorado britânico considera necessário adotar modelo de imigração semelhante ao dinamarquês. A visita ocorreu em meio a debates sobre endurecimento de políticas no governo britânico.
Segundo a imprensa, o centro funciona como uma instalação temporária, com detentos que aguardam recursos judiciais ou decisões sobre deportação. As regras incluem contratos de cooperação com a gestão das instalações e cumprimento de horários.
A funcionária da Cruz Vermelha Dinamarca, responsável por acolhimento, afirmou que a incerteza sobre o status futuro dificulta a integração. O atraso na obtenção de direitos permanentes impacta aprendizado de idioma e busca por inserção no mercado de trabalho.
Mahmood ressaltou que é preciso reconhecer insatisfações legítimas entre a população diante de serviços públicos pressionados. A líder britânica afirmou que a reforma migratória busca reduzir incentivos a trajetos perigosos para chegar ao Reino Unido.
A comitiva britânica também ouviu críticas a políticas de intervenção de governos de outros partidos. A discussão incluiu cenários hipotéticos de mudança de governo e impactos sobre as regras de migração.
Após encontro, o ministro dinamarquês da imigração, Rasmus Stoklund, reiterou a intenção de seguir com uma lei de “ghetto” que facilita demolições de blocos habitacionais com maioria de moradores de origem não ocidental. A declaração foi dada a uma emissora britânica.
O encontro gerou resposta de uma porta-voz do Home Office, que disse discordar da ideia de um modelo baseado apenas em contagem de pessoas de certas origens. A posição britânica defende foco na integração sem reduzir direitos de quem reside no país.
A visita ocorre em contexto de críticas e de pressões políticas internas no Reino Unido, com disputas sobre como lidar com imigração ilegal e com a cobrança de custos públicos. A pauta continua a ser tema de debate público.
A participação de Mahmood em Copenhagen faz parte de uma estratégia de comunicar uma linha mais firme em migração. A assessoria indicou que o objetivo é demonstrar que políticas consistentes podem alcançar apoio público sem perder o equilíbrio social.
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