- O ataque contra a escola primária feminina Shajareh Tayyebeh, em Minab, no sul do Irã, deixou pelo menos 148 mortos e 95 feridos.
- A maioria das vítimas são estudantes que estavam em sala de aula, além de pais e membros do corpo docente; as buscas continuam entre os escombros.
- O governo iraniano afirma que o prédio era uma escola e que o ataque foi feito à luz do dia; autoridades pedem que o Conselho de Segurança da ONU tome medidas.
- Os Estados Unidos disseram ter conhecimento do dano não intencional e estão investigando; o exército de Israel negou qualquer responsabilidade.
- A UNICEF manifestou profunda preocupação com ataques a escolas na região, ressaltando que ações contra civis, incluindo escolas, violam o direito internacional.
O ataque conjunto de Estados Unidos e Israel contra a escola primária feminina Shajareh Tayyebeh, em Minab, no sul de Irã, deixou pelo menos 148 mortos e 95 feridos. A maioria das vítimas são alunas que estavam em sala de aula, além de pais e membros da equipe escolar. As operações de resgate e retirada de escombros seguem no centro de ensino, administrado por trabalhadores humanitários.
O governador de Minab, Mohammad Radmehr, informou que o saldo é esse, com a confirmação vindo da agência oficial IRNA. Escalas de socorro e levantamento de vítimas continuam no local, enquanto atividades de apoio aos sobreviventes são mantidas pela administração local.
O chanceler iraniano, Abbas Araghchi, afirmou, via X, que a escola ficava em plena luz do dia e que o ataque destruiu um espaço dedicado a crianças. O representante do governo destacou que crimes contra o povo iraniano não ficarão sem resposta.
Segundo a polícia de Irã, houve relatos de um segundo ataque a um centro educativo no leste de Teerã, com pelo menos duas crianças mortas. Autoridades sanitárias classificaram o ocorrido como a notícia mais amarga e elevaram o tom das condolências oficiais.
O Ministério de Sanidade informou que o episódio é considerado grave, com o porta-voz destacando a extensão das perdas entre as crianças. O Ministério das Relações Exteriores pediu à comunidade internacional atenção e ações em face do que classificaram como crime grave.
Do lado americano, o comando central reconheceu ter conhecimento do possível dano não intencional causado pelo bombardeio e afirmou estar investigando as informações. Em comunicado, ressaltou que não há ataque proposital contra civis.
O exército de Israel negou qualquer responsabilidade pelo suposto ataque e disse não ter conhecimento de ações naquele local. Um porta-voz enfatizou que Israel dispõe de capacidades para ações à distância e reiterou a negação.
Instâncias internacionais, incluindo o UNICEF, expressaram preocupações sobre ataques contra escolas em Irã. A agência informou estar apurando relatos de bombardeios contra instituições civis e reiterou que ataques contra bens civis violam o direito internacional.
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