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Morte de Khamenei repercute entre aliados e adversários do Irã

Morte de Khamenei provoca reação internacional, com condenação de Rússia e China e continuidade das ofensivas dos Estados Unidos e de Israel

FILE PHOTO: Iran's Supreme Leader Ayatollah Ali Khamenei speaks during a meeting in Tehran, Iran November 2, 2022. Office of the Iranian Supreme Leader/WANA (West Asia News Agency)/Handout via REUTERS/File Photo
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  • A confirmação da morte do aiatolá Ali Khamenei ocorreu em 1° de março, após bombardeios iniciados no dia anterior por Estados Unidos e Israel contra o Irã.
  • A Rússia condenou o ataque, chamando-o de violação moral e do direito internacional, e destacou a relação estratégica com o Irã.
  • A China também condenou o ataque, afirmando violação de soberania e exigindo interrupção das operações e manutenção da paz global.
  • Grupos do Oriente Médio, como Hezbollah, Hamas, Jihad Islâmica e os Huthis, condenaram a morte e, segundo eles, prometeram retaliação ou resistência continuada.
  • O Irã criou um Conselho de Liderança Temporária para governar de forma provisória até a eleição do successor, com três membros, enquanto a Assembleia de Especialistas escolherá o substituto permanente.

A morte do aiatolá Ali Khamenei, líder supremo do Irã, foi confirmada neste domingo (1º). A informação repercutiu entre aliados e adversários do Irã, além de grupos políticos do Oriente Médio e organizações internacionais. Os bombardeios iniciados no sábado (28) por EUA e Israel estão na origem da crise.

Putin classificou o ataque como uma violação grave do direito internacional e da moral humana, lembrando a relação estratégica entre Rússia e Irã. O Kremlin enviou condolências aos familiares, ao governo iraniano e ao povo persa.

A China também condenou o ataque, afirmando que violam soberania e normas internacionais. O governo chinês pediu a interrupção das operações militares e o restabelecimento da paz na região.

No front político militar, Netanyahu posicionou-se pela desarticulação da infraestrutura do governo iraniano, sinalizando novas ações nos próximos dias contra o Irã. O premiê afirmou que o objetivo é criar condições para mudanças políticas no país.

O presidente dos EUA, Donald Trump, disse que os ataques de retaliação podem se intensificar caso o Irã replique de maneira adequada. A fala ocorreu em meio a tensões que já envolvem várias frentes no Oriente Médio.

Grupos do Oriente Médio condenaram a morte de Khamenei. O Hamas chamou o ataque de crime hediondo; o Hezbollah prometeu enfrentar a agressão, enquanto a Jihad Islâmica qualificou o fato como crime de guerra. Os huthis defenderam o legado de resistência.

O Irã anunciou a criação de um Conselho de Liderança Temporária para governar de forma provisória. O grupo terá três integrantes e ficará responsável por comando militar, segurança e política externa até a eleição de um sucessor pelos 88 clérigos da Assembleia de Especialistas.

Masoud Pezeshkian, presidente do Irã, afirmou que a morte de Khamenei representa uma declaração de guerra contra os muçulmanos e prometeu vingança legítima contra EUA e Israel.

O Brasil não tinha se manifestado até o fechamento desta reportagem. O Ministério das Relações Exteriores havia expressado preocupação com a escalada de hostilidades no Golfo, destacando o risco para a paz e para a segurança internacionais.

O Vaticano pediu o fim da espiral de violência no Oriente Médio, destacando a importância de diplomacia. O papa manifestou preocupação com a estabilidade regional diante das hostilidades.

Organismos internacionais também se posicionaram. O secretário-geral da ONU, António Guterres, condenou o uso da força e pediu cessar-fogo, convocando reunião de emergência do Conselho de Segurança. A UE chamou à contenção e manteve o compromisso com a estabilidade regional.

A AIEA informou monitorar as instalações nucleares da região e reiterou que, até o momento, não há evidências de impacto radiológico. A agência destacou a continuidade do monitoramento e a necessidade de moderação.

Fonte: RTP.

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