- Israel afirmou ter lançado nova ofensiva contra o Irã, mirando seus sistemas de mísseis balísticos e defesa aérea, após relatos de explosões em Teerã.
- Horas antes, os EUA e Israel disseram ter atingido o líder supremo iraniano, Ali Khamenei, em ataques coordenados, que o Irã confirmou ter ceifado. O Irã respondeu com ataques de mísseis e drones contra forças americanas e bases na região.
- O Exército iraniano prometeu a maior operação ofensiva já realizada contra bases dos EUA e de Israel.
- O secretário-geral da Organização das Nações Unidas pediu cessação imediata das hostilidades, lamentando a oportunidade diplomática perdida.
- Indicadores sugerem que as negociações falharam: o Irã não estaria disposto a abrir mão de seu enriquecimento de urânio, segundo autoridades americanas, com críticas à atuação de EUA e Rússia/China no Conselho de Segurança.
DUBAI/JERUSALÉM/WASHINGTON — Navios de combate israelenses realizaram nova onda de ataques contra alvos no Irã neste domingo, em meio a incerteza na população iraniana após a morte do líder supremo em ataques coordenados com bases dos EUA e de Israel. A ofensiva acontece dias depois de declarações de ambos os países sobre o decesso de Ayatollah Ali Khamenei.
O pânico se intensificou após o anúncio de que o ataque matou o líder iraniano, segundo a imprensa estatal, enquanto o Pentágono informou que não houve mortos ou feridos entre militares dos EUA. Autoridades americanas disseram que as ações miravam pôr fim à ameaça nuclear e impedir o desenvolvimento de armas.
Paralelamente, o Irã prometeu uma retaliação contundente. A Guarda Revolucionária afirmou que responderia com a maior ofensiva já realizada contra bases dos EUA e de Israel. Tehran também acusou as potências ocidentais de bloquear negociações para limitar o programa nuclear.
No sábado, Irã lançou centenas de mísseis e drones contra forças dos EUA na região e contra alvos em Israel e em países árabes aliados, provocando cancelamentos de voos na região. Em resposta, Israel confirmou ataques matutinos direcionados a sistemas de defesa e mísseis balísticos iranianos.
As autoridades iranianas afirmam que o objetivo é defesa própria frente a agressões. O embaixador iraniano nas Nações Unidas descreveu os ataques como resposta a agressões e pediu apoio à auto-defesa, defendendo alvos militares de forças hostis.
Em Nova York, o secretário-geral da ONU pediu cessar-fogo imediato. Antonio Guterres afirmou que a oportunidade de diplomacia foi desperdiçada e reiterou a necessidade de evitar nova escalada na região.
O grupo extremista do Irã temia o fechamento do Estreito de Hormuz, ressaltando o impacto potencial sobre o preço do petróleo mundial. Analistas destacam que, mesmo com perdas significativas, não está claro se a morte de Khamenei derrubará o sistema clerical ou o controle da Guarda Revolucionária.
Antes dos atentados, havia negociação em curso entre Washington e Teerã sobre o programa nuclear. Entidades internacionais e países membros da ONU criticaram o uso da força para impor condições, enquanto Washington e Tel Aviv insistiram na dissuasão de enriquecimento de urânio.
No fim de semana, quedas de investidas diplomáticas se acentuaram. Pressões para evitar maior ruptura entre as potências globais permanecem, com o mundo observando os desdobramentos na maior área estratégica do planeta.
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