- No conclave secreto que escolheu o Papa Leo XIV, em maio passado, um cardeal foi flagrado com celular dentro da Capela Sistina, interrompendo o processo.
- O episódio foi descrito como uma violação de sigilo “imaginável” e descrito no livro The Election of Pope Leo XIV, dos jornalistas Gerard O’Connell e Elisabetta Pique.
- Pela primeira vez, o livro divulga votos dos cardeais durante a eleição, com detalhamentos sobre as preferências dos participantes.
- O cardeal norte-americano Robert Prevost, que hoje é o Papa Leo, aparece como uma das duas candidaturas principais, ao lado do italiano Pietro Parolin.
- No primeiro voto, Prevost recebeu entre vinte e trinta votos; no quarto nap de maio, ele venceu com cento e oito votos, frente a Tagle, que o acompanhava na contagem final.
Durante o conclave secreto que elegeu o Papa Leo XIV, em maio passado, houve uma interrupção após a detecção de um sinal de celular entre 133 cardeais no Vaticano. O episódio ocorreu na Capela Sistina, equipada com equipamento de bloqueio de sinal, quando os prelados se preparavam para a primeira votação. O registro vem de um livro que descreve o evento como violação de segredo até então inimaginável.
A revelação sustenta que um dos cardeais, ainda que sem indicar motivação, carregava o aparelho e entregou-o assim que descoberto. Segundo os autores, o momento deixou o religioso tenso e desorientado. O livro, de dois veteranos repórteres do Vaticano, aponta que a cena foi extraordinária mesmo para as melhores tramas de cinema.
Para o conclave entre 7 e 8 de maio, dois candidatos entraram em vantagem desde o início. O cardeal americano Robert Prevost, que viria a ser eleito Papa Leo, já tinha apoio entre 20 e 30 votos na primeira votação, segundo o relato. O cardeal italiano Pietro Parolin também era visto como favorito por alguns observadores.
Na quarta votação, ocorrida na tarde de 8 de maio, Prevost obteve 108 votos, consolidando-se como vencedor. O cardeal Luis Antonio Tagle, considerado candidato de peso, apoiou o futuro pontífice no momento da contagem. A eleição ocorreu após o falecimento do Papa Francisco, em abril, dentro do contexto de diversidade histórica do conclave.
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