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CIA avalia que Khamenei seria substituído por membros do IRGC após morte

CIA avaliou que, mesmo com a morte de Khamenei, o Irã seria liderado por figuras duras do Corpo da Guarda Revolucionária Islâmica (IRGC)

A satellite image shows black smoke rising and heavy damage at Iranian Supreme Leader Ayatollah Ali Khamenei's compound in Tehran
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  • A CIA avaliou, nas últimas duas semanas, que mesmo que o líder supremo, Ayatollah Ali Khamenei, fosse morto, o Irã seria possivelmente comandado por figuras hardline do Corpo da Guarda Revolucionária Islâmica (IRGC).
  • As análises buscavam entender o que poderia ocorrer no Irã após uma intervenção militar dos EUA e até que ponto isso poderia provocar mudança de regime.
  • As avaliações não apontaram cenários com certeza e as fontes falaram sob condição de anonimato.
  • A Reuters informou as conclusões com base em briefing de duas fontes familiarizadas com as informações.
  • O presidente dos EUA, Donald Trump, já sinalizou interesse em ver mudança de regime no Irã, mas sem detalhar quem poderia liderar o país.

Iniciando o fim de semana, a CIA avaliou que, mesmo que o líder supremo iraniano, Ayatollah Ali Khamenei, fosse morto durante a operação, o regime poderia continuar sob controle de figuras duras do IRGC, segundo duas pessoas familiarizadas com a inteligência.

As análises, elaboradas nas últimas duas semanas, consideraram o que poderia ocorrer no Irã após uma intervenção dos EUA e até que ponto uma ação militar poderia levar a mudanças de regime no país, hoje considerado objetivo explícito de Washington.

O IRGC, força militar de elite, atua para manter o governo clerical xiita no Irã. As avaliações não chegaram a prever cenários com certeza, conforme as fontes sob condição de anonimato.

O governo dos EUA não comentou o conteúdo das avaliações. O ex-presidente Donald Trump tem sinalizado interesse em mudança de regime, sem detalhar quem poderia liderar o país, segundo as fontes.

Contexto estratégico e cronologia

Em mensagem matinal, Trump chamou Teerã de regime terrorista e pediu que o povo iraniano tome o controle do governo, indicando que ataques militares poderiam abrir espaço para um levante.

Nos últimos meses, autoridades norte-americanas consideraram um acordo nuclear para evitar intervenção militar, mas as negociações lideradas por expoentes como Marco Rubio não resultaram em acordo, segundo relatos de briefing.

Rubio informou o grupo conhecido como Gang of Eight na noite de sexta-feira de que a operação para atacar o Irã era provável, embora Trump pudesse recuar caso as negociações avançassem. As fontes indicam que a decisão final ainda dependia de avaliações em curso.

A ofensiva prevista viria após semanas de deliberações no governo dos EUA e de discussões sobre os impactos de uma resposta militar frente aos protestos ocorridos no Irã em dezembro.

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