- O aiatolá Ali Khamenei, segundo líder supremo do Irã, morreu aos 86 anos em um ataque aéreo, encerrando seu longo governo iniciado em 1989.
- Ele consolidou o sistema clerical no país e moldou uma política externa que enfrentou os Estados Unidos, Israel e monarquias árabes conservadoras.
- Sob seu comando, as Forças Revolucionárias Islâmicas (IRGC) ganharam peso na economia, na política externa e na repressão interna.
- Ao longo de sua gestão enfrentou inúmeros desafios, incluindo ataque de 1981 que o feriu, ataques de EUA e Israel em 2025 e protestos generalizados no início de 2026, aos quais respondeu com violência.
- A morte de Khamenei levanta dúvidas sobre o futuro do regime e sobre a continuidade de sua linha de política externa, incluindo programas nucleares e de mísseis.
Ayatollah Ali Khamenei, segunda pessoa a ocupar o cargo de mais alto líder no Irã, enfrentou décadas de poder com controle sobre o aparato clerical e militar. O regime que ele consolidou sobreviveu a crises internas e pressões estrangeiras, mantendo a estrutura de governo liderada por religiosos.
Ao longo de seu mandato, Khamenei aproximou-se dos órgãos de segurança, fortalecendo o papel da Guarda Revolucionária (IRGC) na economia, na política externa e na repressão interna. A liderança também utilizou fundações clericais para ampliar influência e recursos.
O país viveu anos de tensões com Estados Unidos, Israel e potências árabes, marcadas por operações militares e crises financeiras. Medidas duras foram adotadas para conter dissidências, com uso de força contra protestos e oponentes políticos, segundo observadores internacionais.
Naquele período final, o Irã enfrentou campanhas aéreas contra alvos visados nos EUA e em Israel, além de protestos de grande escala ocorridos em meados de 2026. O regime manteve posição firme sobre seu programa nuclear e de mísseis, recusando concessões.
A morte de Khamenei, aos 86 anos, ocorreu após um ataque aéreo, provocando incerteza sobre o futuro da liderança e o rumo geopolítico do Irã. A agitação interna e externa aumentou as avaliações sobre a sobrevivência do atual modelo de governo.
Observadores apontam que o desfecho político abre espaço para mudanças institucionais ou disputas de poder entre setores do aparato governamental, sem prever desfechos claros para o regime. O histórico de decisões do líder é visto como marco crítico para o país.
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