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Trump sugere que EUA poderiam fazer uma tomada amistosa de Cuba

Trump sugere tomada amistosa de Cuba; tensões com Havana aumentam após a captura de Nicolás Maduro e negociações com exilados cubanos

Soldiers collect garbage in Old Havana, Cuba, on Thursday.
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  • O ex-presidente Donald Trump sugeriu, em evento de campanha no Texas, que os EUA poderiam realizar uma “tomada amistosa” de Cuba, afirmando que o governo cubano está “em grande dificuldade”.
  • Ele não apresentou detalhes, mas há relatos de encontros de autoridades americanas com Raúl Guillermo Rodríguez Castro, neto de Raúl Castro, durante a cúpula Caricom, como parte de negociações para abrir o país.
  • As declarações ocorrem em meio a tensões entre EUA e Cuba, que atingem níveis altos após a captura do presidente venezuelano Nicolás Maduro, aliado de Havana.
  • O alinhamento entre Washington e Caracas resultou em pressões que levaram à saída do procurador-geral Tarek William Saab na Venezuela e ao corte de exportações de petróleo da Venezuela para Cuba, em meio a um bloqueio energético liderado pelos EUA.
  • Trump mencionou a significativa comunidade cubano-americana em Miami e sugeriu que uma tomada poderia ser “algo bom” para quem deseja retornar a Cuba, sem apresentar detalhamentos.

Donald Trump sugeriu que os EUA poderiam realizar uma tomada amistosa de Cuba, em meio a tensões entre Washington e Havana. A declaração ocorreu na manhã de sexta-feira, quando o ex-presidente deixou a Casa Branca para um ato de campanha no Texas. Trump mencionou que o governo cubano estaria em apuros e que poderiam ocorrer mudanças.

Segundo o material disponível, autoridades americanas teriam se reunido, às margens da cúpula Caricom, com Raúl Guillermo Rodríguez Castro, neto de Raúl Castro, como parte de negociações para abrir o país. Trump afirmou que Cuba enfrenta carência financeira e outros problemas, sugerindo a possibilidade de um acordo de cooperação.

A avaliação internacional aponta que as relações entre EUA e Cuba atingiram níveis baixos em décadas. A tensão decorre de ações cinematadas na região, incluindo a captura de Nicolás Maduro, presidente da Venezuela, em janeiro, e a pressão de Washington sobre Cuba, que incluiu bloqueio petroquímico.

Paralelamente, a Venezuela deslocou o foco para a abertura de seu setor de petróleo, com Delcy Rodríguez, atual presidente substituta, prometendo cooperação em reservas de petróleo com investidores estrangeiros. A decisão ocorreu após pressões dos EUA e resultou na exoneração de Tarek William Saab, procurador-geral da Venezuela.

Em meio ao contexto, o governo cubano reafirmou que negociações devem ocorrer de forma igualitária, respeitando soberania e autodeterminação. Analistas veem as declarações de Trump como tentativa de mobilizar eleitores de comunidades cubanas no exterior.

Um episódio recente reforça a instabilidade na região: exilados fortemente armados de Flórida tentaram aportar na costa norte de Cuba com um carregamento de armas, gerando confronto no mar e registrando vítimas. O episódio elevou ainda mais a sensibilidade do tema.

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