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Rubio pede que EUA evitem discurso que atrapalhe negociações com Irã

Rubio ordena que embaixadas evitem declarações públicas que possam inflamar a região e comprometer as negociações com o Irã, após declarações de Huckabee sobre Israel

Marco Rubio and Mike Huckabee.
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  • O secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, ordenou que embaixadores no Oriente Médio evitem comentários públicos que possam inflamar tensões ou atrapalhar a pressão sobre o Irã para abrir mão de sua capacidade de produzir armas nucleares.
  • Um memorando não classificado, circulado no dia 23 de fevereiro, pede que Chefes de Missão evitem declarações públicas, entrevistas ou atividades em redes sociais que possam aumentar tensões ou prejudicar a política dos EUA.
  • A orientação é visto como alvo ao embaixador dos EUA em Israel, Mike Huckabee, após suas falas em podcast em que defendeu direito bíblico de Israel a várias terras.
  • As tratativas entre EUA e Irã, em Genebra, não mostraram avanços significativos; Washington pressiona Teerã para destruir instalações de enriquecimento e entregar estoques, buscando um acordo definitivo sem cláusulas de sunset.
  • Rubio deve viajar a Israel na segunda-feira para encontro com o primeiro-ministro Benjamin Netanyahu; o Departamento de Estado não comentou.

O secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, ordenou que representantes em postos no Oriente Médio evitem declarações públicas que possam inflamar tensões ou comprometer a pressão de Washington sobre o Irã. A orientação foi divulgada por meio de um memorando obtido pelo Guardian.

O documento instruía chefes de missão a evitar entrevistas, declarações públicas ou atividades em redes sociais que possam agravar o público regional, prejudicar temas sensíveis ou atrapalhar a política americana. A mensagem enfatizava disciplina na comunicação pública.

Na prática, a diretiva foi interpretada como um recado indireto ao embaixador dos EUA em Israel, Mike Huckabee, após suas declarações em um podcast que foram condenadas na região. O memorando, não nominal, circulou em 23 de fevereiro.

O episódio ocorreu pouco antes de negociações entre EUA e Irã em Genebra, que reuniram Steve Witkoff e Jared Kushner, assessores da Casa Branca, para discutir um acordo nuclear. Os enviados retornaram a Washington sem avanços significativos.

Durante as conversas, Washington pressionou o Irã a concordar com o fechamento de três grandes instalações de enriquecimento — Fordow, Isfahan e Natanz — e a transferência de parte de seu estoque de urânio. O objetivo é evitar um acordo com prazo definido.

Também ficou em pauta que qualquer acordo seja permanente, sem cláusulas de sunset que encerrem restrições previstas no acordo de 2015. O governo norte-americano retirou-se do JCPOA sob a gestão de Donald Trump.

Segundo fontes, a decisão de ampliar a pressão depende de avaliação de que o Irã busca retardar as negociações. Enquanto isso, o Irã tem rejeitado propostas para interromper o enriquecimento ou deslocar o urânio enriquecido para fora do país.

Rubio deve viajar a Israel na segunda-feira para encontro com o primeiro-ministro Benjamin Netanyahu. Um porta-voz do Departamento de Estado não comentou oficialmente o assunto.

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