- O canal georgiano Imedi TV e o PosTV foram sancionados pelo Reino Unido por suposta desinformação sobre a guerra na Ucrânia; Imedi foi apontado como retratando o governo ucraniano como ilegítimo ou marionete do Ocidente.
- Irakli Chikhladze, vice-diretor-geral da Imedi, disse à Reuters que censura é inimaginável e que não há planos de mudar a linha editorial.
- Tbilisi convocou o embaixador britânico para tratar das sanções, após a Georgia levantar preocupações com a decisão.
- A Imedi tem alcance significativo, com cerca de 30% da audiência georgiana, segundo a chefe de serviço de informações Natia Songulashvili.
- A Imedi foi recentemente vendida para a entidade Prime Media Global, após o desligamento do antigo proprietário, um cidadão georgiano naturalizado norte-americano.
A televisão georgiana Imedi, próxima ao governo, foi alvo de sanções britânicas por veicular desinformação sobre a guerra na Ucrânia. A resposta veio após Londres apontar conteúdos que teriam apresentado a Ucrânia como governo ilegítimo ou marionete do Ocidente. A emissora nega irregularidades editoriais.
Chikhladze, vice-diretor-geral da Imedi, afirmou à Reuters que não haverá censura ou mudança na linha editorial e que o jornalismo praticado é objetivo. Ele ressaltou que as sanções não serão acompanhadas de ajustes no conteúdo da emissora.
Contexto
Na terça-feira, o governo britânico sancionou a Imedi e a PosTV por suposta promoção de narrativas falsas sobre o conflito na Ucrânia. Tbilisi informou à embaixada britânica queixas formais foram apresentadas ao governo do Reino Unido.
A Imedi tem alcance significativo na Geórgia, com cerca de 30% da audiência regular, segundo Natia Songulashvili, chefe do serviço de informações. A emissora passou por mudanças de propriedade neste mês.
Reação e desdobramentos
O governo georgiano condenou as sanções e convocou o embaixador britânico para a chancelaria, em sinal de protesto diplomático. Por sua vez, o fundador da PosTV também criticou as medidas.
Chikhladze não explicou como a Imedi operará sob o regime de sanções, que congelam ativos no Reino Unido e impedem que proprietários dirijam empresas britânicas. A Geórgia acompanha o caso e mantém contato com parceiros ocidentais.
Fonte: Reuters. Redação: equipe.
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