- O OIEA informou que parte do urânio enriquecido de Irã, próximo ao grau bélico, está armazenada em uma zona subterrânea do complexo nuclear de Isfahán, a cerca de 60% de pureza.
- Segundo o relatório confidencial, é a primeira vez que o OIEA revela onde fica esse material próximo ao nível de enriquecimento necessário para uso bélico.
- As instalações bombardeadas em junho do ano passado por Israel e Estados Unidos sofreram danos, mas, segundo fontes, não foram destruídas completamente.
- O OIEA aponta que Irã não tem permitido verificação adequada de seu programa nuclear desde os ataques, dificultando o acesso a aspectos mais sensíveis das instalações.
- O anúncio ocorre pouco antes de nova rodada de negociações entre Irã e Estados Unidos em Ginebra, em meio a tensões regionais e a envio de grupamentos de porta-aviões para a região.
O OIEA informou que parte do urânio enriquecido a cerca de 60% está armazenada em uma zona subterrânea do complexo nuclear de Isfahán, no Irã. O conteúdo é próximo do grau bélico, segundo o organismo da ONU, que relata dificuldades de verificação após os ataques de Israel e dos EUA no ano passado.
O relatório confidencial, visto por agências como Reuters e Efe, indica que a entrada do túnel de Isfahán foi atingida nos ataques de junho, mas a instalação não apresenta danos significativos. A notícia contrasta com afirmações de destruição total do programa feitas pelos EUA.
Falta de acesso aos controles
O OIEA afirma que o Irã não permite inspeções nem acesso a informações sobre aspectos sensíveis de suas usinas. Desde os ataques, o organismo tem reiterado a necessidade de Teerã voltar aos controles internacionais para esclarecer o tamanho, a composição e o paradeiro do urânio enriquecido.
Contexto internacional e negociações
O anúncio do relatório coincide com uma nova rodada de negociações entre Irã e EUA em Genebra, com poucos avanços para evitar uma escalada. Washington elevou o nível de alerta e orientou a retirada de dependentes não essenciais da Embaixada em Israel, diante de riscos.
Desdobramentos estratégicos
Navios de guerra americanos permanecem na região: o porta-aviões Gerald Ford deve chegar ao entorno de Israel, enquanto o também portador Abraham Lincoln opera próximo ao Golfo Pérsico, com três destróides de escolta. Essas atitudes refletem tensão militar na região.
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