- Guanipa afirma que Venezuela segue rumo a uma transição política, com etapas e condições prévias para haver eleição, citando apoio dos Estados Unidos e Marco Rubio.
- Relata ter passado 260 dias na prisão, com os primeiros 21 dias em condições extremas na sede da Polícia Nacional Bolivariana, depois recebendo melhorias na cela.
- Diz que, apesar de um alto comando ainda apoiar o regime, há grande cansaço no meio militar e expectativa de mudanças no curto prazo.
- Conta que, antes da prisão, viveu 10 meses na clandestinidade; a família enfrentou dificuldades, e sua esposa morreu de câncer; ele foi libertado em fevereiro.
- Critica a lei de amnistia e a atuação de opositores em eleições, defende que o processo deve terminar em eleição e que María Corina Machado pode ser candidata, destacando a legitimidade do movimento democrático.
Juan Pablo Guanipa afirma que Venezuela caminha para uma transição política, com o chavismo perdendo espaço para impor condições. O dirigente oposicionista não vê o processo como definitivo, mas já identifica etapas em curso.
Guanipa ficou 260 dias preso, com os primeiros 21 dias descritos como extremamente duros. Ele relata celas pequenas, calor intenso, falta de água e higiene, e punições. A passagem pela prisão ocorreu na sede da Polícia Nacional Bolivariana, em Maripérez, Caracas.
O político, exilado da Universidad del Zulia e hoje ativo em Primeiro Justicia, mantém relação estreita com María Corina Machado desde 2022. Em entrevista, ele descreve uma percepção de desgaste no aparato militar e aponta para mudanças no cenário político.
Transição política em curso
Ele vê sinais de mudança com a participação de Estados Unidos, que passaram a demonstrar apoio a um desfecho eleitoral. Guanipa cita a atuação de figuras como Marco Rubio ao defender eleições futuras na Venezuela.
Guanipa explica que a transição ocorre por etapas e que há condições prévias para a realização de eleições. Ao mencionar o peso do apoio externo, ele sustenta que a agenda política está se deslocando do aspecto econômico para o político.
Prisão, liberação e amnistia
Sobre a detenção, ele lembra a experiência de ter sido colocado em prisão domiciliar após a libertação de Maripérez. Guanipa relata sofrimento pessoal, com impactos na família e na vida dos filhos, incluindo a perda recente da esposa.
Ao falar da lei de amnistia, o oposicionista critica a medida por conter limites e exceções. Segundo ele, a vontade política é o fator decisivo para avanços no processo de reconciliação.
Perspectivas eleitorais e oposição
O político critica setores da oposição que participaram de consultas organizadas pelo regime, afirmando que a resposta popular de 90% a favor de Machado em 2023 deveria ser acatada. Ele defende que a eleição é o caminho para resolver o impasse.
Guanipa também comenta sobre uma possível reconciliação nacional, dizendo que está disposto a conversar com qualquer força, desde que haja verdade e reconhecimento dos abusos do passado.
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