- O ministro das Relações Exteriores de Gana afirmou que 272 ganeses teriam sido atraídos desde 2022 para lutar na Ucrânia, com cerca de 55 mortos e 2 capturados.
- Gana pretende aumentar a conscientização e desmontar esquemas de recrutamento ilegal na internet.
- A Ucrânia informou que mais de 1.780 africanos, de 36 países, estão lutando pela Rússia.
- Países africanos relatam casos e desdobramentos diversos, com autoridades sul-africanas registrando duas mortes e 17 sul-africanos já retornando.
- Kenya aponta recrutamento de mais de mil kenyanos para lutar pela Rússia; 27 kenianos foram resgatados e o Ministério das Relações Exteriores planeja visitas e negociações com a Rússia em março.
O ministro das Relações Exteriores de Gana afirmou que mais de 50 nacionais do país foram mortos na guerra da Ucrânia após serem atraídos para o combate. A declaração foi feita após uma visita a Kyiv, onde autoridades locais foram alertadas sobre recrutamento de africanos.
Ablakwa informou que 272 ganeses são considerados atraídos para o conflito desde 2022, com estimativa de 55 mortes e 2 prisões de guerra. O objetivo é conscientizar e interromper esquemas de recrutamento no país, segundo ele.
O governo ucraniano, em briefing, afirmou que mais de 1.780 africanos de 36 países estão lutando ao lado da força russa. Ghana pretende ampliar a conscientização e desfacar redes de recrutamento ilegais em sua jurisdição.
Esforços de Ghana e respostas regionais
Ablakwa destacou que o país busca compreender a dimensão do problema e colaborar com outras nações para impedir a participação de jovens africanos no conflito. O ministro ressaltou que a posição de Gana não é apoiar a guerra.
Relatos de vários países africanos apontam recrutamento enganoso para âmbito militar. Na África do Sul, dois cidadãos foram mortos no front, e um grupo de 17 sul-africanos já retornou ao seu país após recrutamento irregular.
Kenya também relatou casos de recrutamento para lutar pela Rússia; autoridades indicam mais de mil indivíduos recrutados, com 27 resgatados até o momento. O governo de Kenya planeja visitas a Moscou para tratar do tema.
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