- A queda de Saddam Hussein, após a invasão dos EUA, desembocou numa guerra civil que deixou cerca de um milhão de mortos entre sunitas e xiitas.
- No filme iraquiano La tarta del presidente, Lamia, menina que vive com a avó no sul do Iraque, encara a pobreza e a doutrinação na escola sob a ditadura, num contexto de sobrevivência diária.
- A propaganda do regime e o medo marcavam a vida das pessoas, com muitos sofrendo fome, humilhação e violência constante.
- Após a invasão, foram encontradas fossas comuns e surgiu a Casa dos Desaparecidos, onde milhares de mulheres buscavam informações sobre quem sumiu, incluindo vítimas da polícia política Mujabarat.
- A guerra que se seguiu provocou um ciclo de violência que persiste na região, com repressões e mais mortes, mostrando que o conflito não resolve os problemas, apenas amplia o sofrimento.
O filme iraquiano La tarta del presidente, de Hasan Hadi, retrata a pobreza extrema sob a ditadura de Saddam Hussein. A obra mostra uma menina chamada Lamia e sua avó vivendo no sul do Iraque, entre choças de cañas e ruínas, em um período após a Guerra do Golfo de 1991 e antes da invasão de 2003.
A narrativa acompanha Lamia, que vai à escola diariamente sob uma rigidez ideológica que pune anyoq de lealdade. Ao longo do enredo, o aniversário do presidente impõe a entrega de uma torta, tarefa que expõe a precariedade de recursos e o risco de vida para quem não atende à exigência estatal.
O regime é descrito como violento e imprevisível: desaparecimentos, denúncias e censura moldam a vida cotidiana. O filme destaca que milhares de chiítis e curdos foram mortos, e que o medo permeia cada esquina, com sequestros e punições arbitrárias como norma.
Depois da invasão americana, foram encontradas fossoas comuns e surgiu a Casa de los Desaparecidos em Bagdá, espaço para consulta de documentos da polícia política. Mulheres, muitas, passaram por essa trajetória de busca por familiares.
A obra contextualiza o que ficou exposto com maior clareza: a dimensão genocida da repressão sob Saddam. O texto histórico indica que a queda do sátrapa não trouxe estabilidade, mas abriu caminho para uma guerra civil de proporções devastadoras.
O conflito no Iraque evoluiu para confrontos sectários entre sunitas e xiitas, com um balanço humano elevado: cerca de um milhão de mortos. O Irã de ayatolás intensificou a repressão para conter manifestações, aprofundando o ciclo de violência na região.
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