- O Congresso do Partido dos Trabalhadores da Coreia do Norte reforçou especulações sobre a possível sucessão de Kim Jong-un, com foco na filha Kim Ju-ae.
- Alguns especialistas dizem que o patriarcado enraizado no regime pode impedir uma mulher de chegar ao poder, apesar da proximidade de Kim Ju-ae com o pai; outros defendem que a linhagem direta pode pesar mais.
- A inteligência sul-coreana afirmou à época que Kim Jong-un estaria próximo de nomear Kim Ju-ae como futura líder, embora não haja confirmação oficial.
- Kim Ju-ae vem ganhando visibilidade em eventos oficiais ao lado do pai, como visitas a instalações militares e viagens internacionais, alimentando a percepção de preparação para a sucessão.
- Analistas ressaltam que a atuação da filha pode ter uso performativo para a imagem do regime, e o congresso não divulgou anúncio definitivo sobre quem comandará o país.
A reabertura do Congresso do Partido dos Trabalhadores da Coreia do Norte, que ocorreu ao longo de vários dias neste mês, revelou discursos sobre desenvolvimento nuclear e a possibilidade de normalização com os EUA, desde que Pyongyang seja reconhecida como potência nuclear. Paralelamente, gerou especulação sobre a identidade do próximo líder do país, já que muitos observadores apontam para a filha de Kim Jong-un como possível herdeira.
A hipótese de que Kim Ju-ae poderá ascender ao poder é amplamente discutida entre analistas, embora não haja confirmação oficial. Especialistas destacam fatores institucionais e culturais que podem influenciar a transição, incluindo a resistência de uma massa de generais de idade avançada e o peso do legado dinástico ligado ao Monte Paektu.
Alguns especialistas veem a presença pública cada vez maior de Ju-ae como parte de uma estratégia de persuasão simbólica, destinada a projetar a imagem de liderança dentro de uma linha de continuidade familiar. Outros questionam se a protagonista jovem já possui base suficiente para atuar politicamente ou apenas cumprir funções públicas ao lado do pai.
Críticos da linha de sucessão observam que a ordem de herdeiros na Coreia do Norte costuma exigir descendência direta dentro de uma narrativa de continuação familiar, o que pode favorecer ou inviabilizar a posição de Ju-ae conforme mudanças internas no regime. Ainda assim, não há anúncio oficial sobre um futuro governante.
A cobertura internacional também aponta interpretações distintas sobre o papel da filha no cenário político. Enquanto algumas análises sugerem que Ju-ae pode atuar como um “escudo humano” para um possível herdeiro masculino, outras ressaltam que a dinâmica de poder pode privilegiar uma liderança masculina por tradição institucional.
Durante as sessões do congresso, Ju-ae acompanhou o pai em atividades oficiais, incluindo desfiles e visitas a obras. A presença da jovem em eventos de alto perfil alimentou o debate sobre se ela representa uma posição estratégica para a continuidade do regime, ou apenas um elemento de retórica política.
Oficiais norte-coreanos não divulgaram o nome de Ju-ae de forma oficial, e a imprensa estatal prefere referências descritivas como “filha respeitada” ou “mais amada” do líder. Observadores citam fontes de inteligência de outros países para sustentar as previsões, que permanecem não confirmadas pelo governo norte-coreano.
Segundo analistas, a decisão sobre a sucessão ainda depende de fatores internos que não foram tornados públicos. Enquanto alguns veem sinais de que Kim Jong-un está preparando uma transição gradual, outros destacam que mudanças relevantes exigem o aval de instâncias do partido e do aparato militar, sem previsão de anúncio.
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