- O The Wall Street Journal aponta que o número de americanos deixando os Estados Unidos atingiu um recorde, com destinos como Portugal entre os escolhidos pelas famílias em busca de mais acessibilidade e segurança.
- No ano passado houve mais saídas do que entradas no país pela primeira vez desde a Grande Depressão; a Brookings Institution estima cerca de 150 mil emigrantes, com tendência de alta neste ano.
- Países europeus aparecem entre os destinos, incluindo a República Checa, Portugal, Espanha e Alemanha; analistas também usam o termo “Donald Dash” para descrever esse fluxo.
- Estima-se que entre quatro milhões e nove milhões de norte-americanos vivam fora dos Estados Unidos; mais de 1,5 milhão estão no México (em 2022) e mais de 1,5 milhão na Europa, com 325 mil no Reino Unido.
- Motivações incluem custo de vida, qualidade de vida, oportunidades de teletrabalho e descontentamento com economia e política, com impactos também na busca de cidadania e uso de serviços sociais em destinos europeus.
O número de cidadãos dos Estados Unidos que deixam o país atingiu recorde, segundo o The Wall Street Journal. Em 2024, mais pessoas migraram para morar no exterior do que entraram nos EUA pela primeira vez desde a Grande Depressão. A busca é por regiões mais acessíveis e com melhor percepção de segurança, especialmente na Europa.
Entre os destinos mais procurados estão Portugal e a República Checa, onde o fluxo de americanos cresceu de forma expressiva. Dados indicam que o país europeus atraem famílias que buscavam qualidade de vida e custos de vida mais estáveis.
Emigrantes x permanentes
Analistas referem-se ao movimento como o “Donald Dash”, ainda que o crescimento ocorra há anos. Teletrabalho, inflação e desejo de um estilo de vida diferente ajudam a explicar o fenômeno, segundo o WSJ. Estima-se que 150 mil americanos deixaram os EUA no ano passado.
A Brookings Institution aponta que o número pode aumentar em 2025, com mais de 1,5 milhão vivendo no México e mais de 1,5 milhão na Europa. Na UE, o aumento ocorre em quase todos os 27 estados-membros, com Reino Unido entre os destaques.
Impactos regionais
Portugal registrou aumento expressivo de cidadãos americanos desde a pandemia, com a Europa como polo de atração. Alemanha e Irlanda também receberam fluxos maiores do que o observado anteriormente, com motivos ligados a qualidade de vida e proteção social.
Pesquisa recente aponta que, em 2024, o governo dos EUA acumulou pedidos de renúncia à cidadania, número que deve ser superado em 2025. Motivações citadas incluem questões econômicas, vida social e insatisfação com o rumo político.
Gentrificação e pressão local
A chegada de embaixadores do estilo de vida digital também impacta mercados imobiliários locais. Em Portugal, Estados que respondem por boa parte das compras de imóveis estrangeiros registram alta de preços em bairros históricos. Em Barcelona, há manifestações sob o tema.
Estados europeus relatam que o turismo de expatriados pressiona a habitação, levando a debates sobre proteção de residentes locais. Em Portugal, a participação de EUA nas compras internacionais é relevante na dinâmica recente do mercado.
Entre na conversa da comunidade