Em Alta NotíciasFutebolPolíticaBrasilEsportes

Converse com o Telinha

Telinha
Oi! Posso responder perguntas apenas com base nesta matéria. O que você quer saber?

Administração Trump nomeia oficial de extrema-direita para posto no Brasil

Administração Trump designa oficial de extrema-direita para cargo-chave no Brasil, sugerindo foco bilateral contínuo em meio a relações tensas.

Protest in support of former President Jair Bolsonaro, in Brasilia
0:00
Carregando...
0:00
  • O governo dos Estados Unidos nomeou Darren Beattie, oficial do Departamento de Estado, para uma posição sênior que supervisiona a política dos EUA em relação ao Brasil.
  • Beattie é um crítico de linha bem conservadora e atuava como secretário assistente interino de Estado para assuntos educacionais e culturais; foi indicado para assessoria sênior em política brasileira.
  • Em 2018 ele foi demitido como redator de discursos da Casa Branca por participação em um evento associado a supremacistas brancos; em 2023 comentou sobre o ministro Alexandre de Moraes, provocando incidente diplomático.
  • Moraes foi alvo de sanções americanas em julho, com acusações de permitir detenções pré-julgamento arbitrárias e de silenciar a expressão, enquanto Jair Bolsonaro foi condenado por tentativa de golpe e cumpre pena de 27 anos.
  • A relação entre Washington e Brasília já teve momentos de atrito e de aproximação; Lula planeja visitar Washington em março, o que pode testar o equilíbrio das tratativas entre os dois governos.

Darren Beattie, oficial da State Department conhecido por críticas ao governo brasileiro, foi indicado para um papel sênior que orienta a política dos EUA em relação ao Brasil. A nomeação, confirmada por uma autoridade do Departamento de Estado, indica continuidade de atenção norte-americana à relação com o maior país da região.

Beattie atua como secretário assistente interino de Estado para assuntos educativos e culturais. Segundo três fontes que pediram anonimato, ele foi designado para uma função de assessoramento sênior sobre a política brasileira, o que reforça a influência de posicionamentos ideológicos no processo de formulação de políticas.

Brasil não respondeu de imediato aos pedidos de comentário sobre a nomeação. A medida ocorre em meio a um histórico de tensões diplomáticas entre Washington e Brasília, com sanções e tarifas impostas no passado sob a gestão de Donald Trump.

Em 2018, Beattie foi desligado da Casa Branca após participação em evento associado a líderes de direita. Em 2022, ele gerou controvérsia ao chamarem de censura o presidente do Supremo Tribunal Federal, Alexandre de Moraes, em postagens nas redes, o que levou a uma convocação do Itamaraty para explicações.

Moraes presidiu ações ligadas ao caso envolvendo o ex-presidente Jair Bolsonaro, aliado de Trump, que resultou em condenação por tentativa de golpe de Estado. O governo americano chegou a impor sanções a Moraes e a justificar medidas com base em alegações de detenção pré-julgamento e restrições à liberdade de expressão.

Eduardo Bolsonaro, filho do ex-presidente, agradeceu publicamente a Beattie após as sanções a Moraes, segundo registros de rede social na época. Flavio Bolsonaro, outro filho, figurava entre potenciais candidatos à eleição presidencial brasileira no ano seguinte.

Relações bilaterais em evolução

A nomeação de Beattie sugere foco contínuo dos EUA na política brasileira, com cautela sobre a atuação de autoridades nacionais e respeito às liberdades civis. Funcionários do governo brasileiro disseram não ter conhecimento imediato da indicação.

Historicamente, a relação sino-americana com o Brasil passou por momentos de distensão e de cooperação. O apoio a medidas contra autoridades brasileiras já coexistiu com iniciativas de aproximação, inclusive ajustes econômicos, sob governos diferentes.

O relacionamento pode passar por novos testes diante de visitas previstas, como a de Lula à Washington em março. O tema envolve cooperação regional, interesses de segurança e posições sobre intervenções internacionais.

Beattie também ocupa o cargo de presidente do US Institute of Peace, instituição financiada pelo Congresso para resolução de conflitos globais. Em dezembro, a instituição recebeu um redesenho nominal pelo governo de Trump, atraindo debates sobre legitimidade.

A agenda do governo norte‑americano para o Brasil permanece centrada em questões de liberdade de expressão, sanções anteriores e alinhamentos estratégicos na região. A expectativa é de que novas definições de política venham a surgir com a evolução do relacionamento bilateral.

Comentários 0

Entre na conversa da comunidade

Os comentários não representam a opinião do Portal Tela; a responsabilidade é do autor da mensagem. Conecte-se para comentar

Veja Mais