- Borge Brende, atual presidente e diretor executivo do Foro Econômico Mundial, anunciou sua renúncia.
- A decisão ocorre após semanas sob escrutínio por seus vínculos com Jeffrey Epstein, o empresário condenado por abuso sexual de menores.
- Brende ocupava o cargo desde 2017 e já foi ministro das Relações Exteriores da Noruega entre 2013 e 2017.
- Documentos recentes mostraram que Brende participou de pelo menos três jantares de negócios com Epstein; em junho de 2019 discutiu visitar a mansão do empresário em Manhattan.
- O Foro Econômico Mundial informou que abrirá uma investigação independente para esclarecer esses vínculos.
O atual presidente do Foro Econômico Mundial (FEM) anunciou nesta quinta-feira sua renúncia, após semanas de escrutínio sobre vínculos com Jeffrey Epstein. Borge Brende, ex-ministro das Relações Exteriores da Noruega, ocupava o posto desde 2017. A decisão foi comunicada por meio de um comunicado oficial.
A instituição confirmou que Brende participou de várias reuniões de negócios com Epstein. Documentos indicam ao menos três encontros formais entre o diplomata e o bilionário. Em junho de 2019, um e-mail sugeria que Brende planejava visitar a mansão de Epstein em Manhattan.
O FEM informou que abrirá uma investigação independente para esclarecer as relações entre Brende e Epstein. A revelação dos papéis do caso Epstein ocorreu após a divulgação de centenas de milhares de documentos pelo Departamento de Justiça dos EUA, no final de janeiro.
Investigação independente
A análise interna busca entender o alcance dos vínculos do ex-ministro com Epstein. Brende deixou o FEM sem indicar seus próximos passos. A direção do FEM afirmou que a instituição continuará sua agenda sem distrações, mantendo seu foco em atividades globais.
A decisão de Brende ocorre em meio a críticas sobre transparência de figuras públicas associadas a Epstein. A instituição afirmou que os trabalhos do Fórum de Davos seguem com normalidade, sob nova liderança interina.
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