- A primeira-ministra dinamarquesa, Mette Frederiksen, anunciou eleição antecipada para 24 de março, citando a chamada de resposta ao que chamou de “Greenland bounce” provocado pelas ameaças dos EUA sobre a Groenlândia.
- A data foi definida com oito meses de antecedência, após derrotas locais em novembro, e com obrigação legal de marcar voto até 31 de outubro.
- Pesquisas recentes indicam recuperação do apoio ao seu bloco de centro-esquerda, em parte pela gestão da crise na Groenlândia e por novas propostas, como a taxação de riqueza.
- Frederiksen propõe uma taxação de riqueza para arrecadar 6 bilhões de coroas para escolas primárias e quer abolir o imposto sobre imóveis de residências abaixo de 1 milhão de coroas.
- A premiê ressaltou a necessidade de redefinir relações com os Estados Unidos e manter a União Europeia unida, mantendo opções abertas para coalizões após as eleições.
Mette Frederiksen, primeira-ministra da Dinamarca, anunciou a realização de eleições antecipadas para 24 de março, citando a necessidade de responder a crises internacionais e afirmar a autonomia do país. A convocação ocorre dentro da lei dinamarquesa, que exige o pleito até 31 de outubro.
A líder social-democrata busca capitalizar um possível “greenland bounce” após as ameaças do ex-presidente Donald Trump de invadir a Groenlândia. Em meio a controvérsias regionais, o governo tem mostrado apoio público ao manejo da crise na vasta região ártica.
O anúncio ocorreu na manhã de um dia de sessão no Parlamento, com Frederiksen chegando acompanhado de colegas e entregando uma comunicação ao Speaker para formalizar o suporte ao voto. O tom foi de firmeza e definição de metas para o mandato.
O pleito foi apresentado como decisivo para o futuro da Dinamarca e da Europa, com promessas de rearmar o país e fortalecer a independência europeia. A premiê enfatizou a necessidade de definir o relacionamento com os Estados Unidos e de manter a coesão no continente.
Pesquisas divulgadas recentemente apontam melhora na posição do governo. A apuração de Megafon para a TV4 indicava alta no apoio ao bloco de esquerda, com projeção de cadeira suficiente para ampliar a atual bancada governista.
Especialistas lembram que o tema Groenlândia elevou o perfil internacional de Frederiksen. Analistas destacam que a crise ajudou a consolidar iniciativas domésticas voltadas a diferentes grupos de eleitores, incluindo programas de assistência social e políticas fiscais.
Entre as propostas anunciadas, estão planos para uma taxação de riqueza destinada a financiar escolas e educação, bem como a estreia de medidas para reduzir impostos sobre imóveis de menor valor. As medidas visam reduzir desigualdades no curto e médio prazo.
No âmbito internacional, Frederiksen sinalizou a necessidade de redefinir alianças e reforçar a defesa. Ela apontou que decisões sob o governo subsequente podem influenciar a relação com a Otan e com parceiros europeus, mantendo a Dinamarca firme em suas estratégias de segurança.
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