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O que poderia envolver um acordo nuclear entre EUA e Irã

Acordo exigiria limitar a pureza e o estoque de urânio, com verificação minuciosa pela Agência Internacional de Energia Atômica para evitar avanços nucleares

A diplomatic car carrying Iranian delegation drives near the residence of the Omani ambassador to the United Nations, believed to be the venue for indirect U.S.-Iran talks over their long-running nuclear dispute, in Cologny, Switzerland, February 26, 2026.
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  • O Irã desenvolveu um programa de enriquecimento de urânio de larga escala; em altos níveis, o urânio pode ser usado para fabricar armas nucleares. Antes dos ataques de Israel e dos EUA em junho, o enriquecimento chegava a 60% de pureza.
  • A Agência Internacional de Energia Atômica não conseguiu verificar quanto desse material permanece nem confirmar o status dos depósitos e instalações bombardeadas.
  • Após os ataques, EUA querem que o Irã abandone o enriquecimento; o Irã afirma que nunca fará isso. O Irã, como signatário do Tratado de Não Proliferação, tem direito de enriquecer desde que não produza armas.
  • Possíveis caminhos de acordo incluem suspender o enriquecimento inicialmente, enriquecimento em outros locais (ou em um consórcio regional) ou enriquecimento a níveis baixos; a ideia de um consórcio regional foi rejeitada pelo Irã.
  • Qualquer acordo exigiria auditoria rigorosa do estoque de urânio enriquecido, diluição ou remoção desse material, limites ao número de centrífugas e onde elas operam, com verificação pela Agência Internacional de Energia Atômica para evitar enriquecimento clandestino.

O Irã tem desenvolvido há décadas um programa de enriquecimento de urânio de grande escala e alta complexidade. Enriquecimento elevado pode servir tanto para combustível de usinas quanto para armas nucleares, dependendo da pureza alcançada. Após ataques a instalações nucleares em junho, o IAEA não confirmou o que ocorreu com o estoque de urânio enriquecido.

As negociações giram em torno de quem cede mais: os EUA querem que o Irã abandone o enriquecimento, enquanto Teerã afirma que não renunciará a ele. O Irã, como signatário do Tratado de Não Proliferação, afirma ter direito a enriquecer desde que não produza armas.

Dadas as barreiras, as opções para um acordo variam. Enriquecer em outro lugar já foi discutido, incluindo projetos conjuntos na região, mas o Irã rejeita essa alternativa. Enriquecer para fins não militares, como isótopos estáveis, também é considerado distinto da produção de urânio para armas.

Outra linha de discussão envolve evitar o acúmulo de urânio enriquecido e a limitação do número de centrifugas. A possibilidade de enriquecimento em Fordow, local nuclear já visado, também entra na conta, dado o histórico de ataques e retaliações.

O que pode estar em jogo

Assim como no acordo de 2015, qualquer tratado precisaria de verificação rigorosa. A atuação da IAEA seria central para confirmar estoques, localização de centrífugas avançadas e uso de instalações, reduzindo o risco de enriquecimento clandestino.

Desafios de verificação

A verificação envolve a avaliação de estoques de urânio enriquecido, inspeções em instalações e transparência sobre equipamentos avançados. A falta de confirmação pode reavivar tensões e dificultar o avanço das negociações.

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