- O Irã desenvolveu um programa de enriquecimento de urânio de larga escala; em altos níveis, o urânio pode ser usado para fabricar armas nucleares. Antes dos ataques de Israel e dos EUA em junho, o enriquecimento chegava a 60% de pureza.
- A Agência Internacional de Energia Atômica não conseguiu verificar quanto desse material permanece nem confirmar o status dos depósitos e instalações bombardeadas.
- Após os ataques, EUA querem que o Irã abandone o enriquecimento; o Irã afirma que nunca fará isso. O Irã, como signatário do Tratado de Não Proliferação, tem direito de enriquecer desde que não produza armas.
- Possíveis caminhos de acordo incluem suspender o enriquecimento inicialmente, enriquecimento em outros locais (ou em um consórcio regional) ou enriquecimento a níveis baixos; a ideia de um consórcio regional foi rejeitada pelo Irã.
- Qualquer acordo exigiria auditoria rigorosa do estoque de urânio enriquecido, diluição ou remoção desse material, limites ao número de centrífugas e onde elas operam, com verificação pela Agência Internacional de Energia Atômica para evitar enriquecimento clandestino.
O Irã tem desenvolvido há décadas um programa de enriquecimento de urânio de grande escala e alta complexidade. Enriquecimento elevado pode servir tanto para combustível de usinas quanto para armas nucleares, dependendo da pureza alcançada. Após ataques a instalações nucleares em junho, o IAEA não confirmou o que ocorreu com o estoque de urânio enriquecido.
As negociações giram em torno de quem cede mais: os EUA querem que o Irã abandone o enriquecimento, enquanto Teerã afirma que não renunciará a ele. O Irã, como signatário do Tratado de Não Proliferação, afirma ter direito a enriquecer desde que não produza armas.
Dadas as barreiras, as opções para um acordo variam. Enriquecer em outro lugar já foi discutido, incluindo projetos conjuntos na região, mas o Irã rejeita essa alternativa. Enriquecer para fins não militares, como isótopos estáveis, também é considerado distinto da produção de urânio para armas.
Outra linha de discussão envolve evitar o acúmulo de urânio enriquecido e a limitação do número de centrifugas. A possibilidade de enriquecimento em Fordow, local nuclear já visado, também entra na conta, dado o histórico de ataques e retaliações.
O que pode estar em jogo
Assim como no acordo de 2015, qualquer tratado precisaria de verificação rigorosa. A atuação da IAEA seria central para confirmar estoques, localização de centrífugas avançadas e uso de instalações, reduzindo o risco de enriquecimento clandestino.
Desafios de verificação
A verificação envolve a avaliação de estoques de urânio enriquecido, inspeções em instalações e transparência sobre equipamentos avançados. A falta de confirmação pode reavivar tensões e dificultar o avanço das negociações.
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