- Taghi Rahmani, opositor iraniano e marido da Prêmio Nobel da Paz Narges Mohammadi, fala de Paris sobre a detenção de Mohammadi e a saúde precária dela, que enfrenta nova condenação de sete anos e meio de prisão.
- Mohammadi, kurda, é ativista de direitos das mulheres que acumula prisões e condenações desde os anos noventa; autoridades iranianas intensificam a repressão para silenciá-la.
- Rahmani afirma que o apoio da população à queda do regime cresce, apesar de o movimento opositor ter sido reprimiu com violência e com prisões de seus líderes.
- O regime iraniano enfrenta pressão interna por protestos de dezembro passado e a ameaça de ataque dos Estados Unidos, além de negociações nucleares em curso com Washington.
- Rahmani diz que, mesmo com ataques externos e renúncias divulgadas, o povo iraniano não quer guerra nem intervenção externa, e Mohammadi continuará lutando pela mudança a partir da prisão.
Taghi Rahmani, opositor iraniano, afirma que o regime de Irã se tornou cada vez mais agressivo e busca silenciar vozes dissidentes. Ele concedeu entrevista por telefone a um veículo europeu, a partir de Paris, após a detenção de sua esposa, a Nobel da Paz Narges Mohammadi, no contexto de protestos no país. A imprensa registra que Mohammadi recebeu uma nova condenação, elevando o histórico de prisões e acusações contra a ativista.
Rahmani, de 67 anos, cumpre pena de 14 anos de prisão no Irã por ativismo pró-democracia. O casal organizava atos públicos denunciando abusos do regime, que costumavam terminar com repressão policial. Em 2009, Rahmani apoiou o reformista Mehdi Karroubi, cuja posição hoje é considerada residual no cenário político iraniano.
Os protestos que varreram várias cidades no final de 2025 e início de 2026 ampliaram a pressão sobre o governo. A inflação elevada e o empobrecimento populacional impulsionaram manifestações que passaram a exigir mudanças profundas, em meio a tensões com os Estados Unidos. A repressão tem sido destacada pela comunidade internacional.
Narges Mohammadi, de origem curda, acumula condenações ao longo de décadas, com ativismo contínuo desde os anos 1990. A líder esteve recentemente sob detenção, e parentes relatam que está debilitada e com problemas de saúde, sem possibilidade de transferência para hospitalização, segundo Rahmani.
O líder supremo de Irã e a política externa permanecem sob controle do regime, enquanto negociações nucleares com os EUA seguem em curso. Rahmani aponta que o país procura evitar conflito armado, mesmo diante de ataques e sanções. O ativista afirma que o apoio popular ao regime se enfraquece, com cada vez mais pessoas pedindo mudanças.
Mohammadi continua atuando pela democracia e pelos direitos das mulheres, mesmo encarcerada. Rahmani afirma que o compromisso da ativista com o povo persiste, independentemente de prisões repetidas. A defesa do regime, por sua vez, destaca a necessidade de manter a ordem frente à comoção social.
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