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Merz diz que desafios permanecem ao encerrar viagem inaugural à China

Merz encerra viagem à China destacando cooperação, mas alerta para excesso de capacidade chinesa que afeta mercados europeus

German chancellor visits China
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  • O chanceler alemão Friedrich Merz encerrou a visita de dois dias à China, elogiando a cooperação com o país, mas destacando a sobrecapacidade de exportadores chineses que afetam o mercado alemão.
  • Em Hangzhou, Merz visitou a Unitree (robótica), um site da Siemens Energy e viu tecnologia de condução autônoma da Mercedes-Benz.
  • Ele sinalizou que, além da cooperação, existem questões difíceis, especialmente relacionadas à competição e às altas capacidades produtivas da China.
  • Merz disse que vai discutir o tema em detalhes após a viagem, solicitou que a ministra da Economia, Katherina Reiche, também visite a China e anunciou consultas regulares entre governos já no início do próximo ano.
  • A China afirma que seus pontos fortes ajudam a transição verde; Alemanha teve déficit comercial com a China de quase 90 bilhões de euros em 2025, e Merz segue para Washington no próximo mês.

O chanceler alemão Friedrich Merz encerrou nesta quinta-feira, em Hangzhou, a sua viagem inaugural à China como chefe de governo. Durante dois dias, ele agradeceu a cooperação entre os dois países, mas apontou desafios com a capacidade de exportação chinesa que vêm ganhando espaço nos mercados alemães e europeus.

Merz visitou a sede de Unitree, fabricante de robôs, onde foi recebido por demonstrações com robôs. Também percorreu uma unidade da Siemens Energy e acompanhou tecnologias de condução autônoma da Mercedes-Benz, no polo de alta tecnologia da cidade.

O político alemão afirmou haver exemplos de cooperação tecnológica, mas ressaltou que existem questões difíceis a serem discutidas de forma aberta, especialmente relacionadas à competição e à capacidade produtiva da China, que ele atribui superar a demanda de mercado.

Segundo Merz, após a viagem ele pretende aprofundar o tema com o ministro da Economia, Katharina Reiche, que deverá visitar a China. Também notificou que consultas regulares entre governos devem começar no início do próximo ano.

A China, por sua vez, rebate as críticas da União Europeia sobre excesso de capacidade, dizendo que suas forças apoiam objetivos comuns, como a transição para fontes de energia mais limpas. Pequim afirma manter o valor de sua moeda como fator estável de comércio.

Dados oficiais indicam que, no ano passado, a China foi o principal parceiro comercial da Alemanha, mas o padrão de troca manteve-se desfavorável a Berlim nos últimos cinco anos, com um déficit de quase 90 bilhões de euros em 2025.

A agenda de Merz inclui viagens a Washington no mês que vem. O encontro com autoridades chinesas ocorreu após visitas de líderes europeus, como o presidente francês e o primeiro-ministro britânico, que não impediram que permanecessem diferenças relevantes nas relações com a China.

Especialistas destacam que a integração tecnológica e a dependência de cadeias de suprimento tornam a China um parceiro indispensável, mesmo diante de disputas de competição e desequilíbrios comerciais.

Li de Pequim e Li Qiang receberam Merz na quarta-feira, reiterando a intenção de construir uma parceria estratégica abrangente entre Alemanha e China. Os detalhes de eventuais acordos levarão tempo para amadurecer, segundo assessores de ambos os lados.

A reunião ocorreu em meio a um cenário global de realinhamentos políticos e comerciais, com ações norte-americanas influenciando decisões alemãs sobre política externa e parcerias econômicas.

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