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Macron define visão nuclear enquanto Europa se preocupa com aliança com EUA

Macron atualiza doutrina nuclear francesa, mantendo controle exclusivo, ante incertezas sobre o guarda nuclear dos EUA e a segurança europeia

French President Macron at the Elysee Palace in Paris
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  • O presidente francês Emmanuel Macron vai atualizar a doutrina nuclear do país nesta segunda-feira, rejeitando controle europeu compartilhado.
  • A fala ocorre em meio a preocupações de aliados europeus sobre a confiabilidade do guarda-chuva nuclear dos Estados Unidos sob o governo de Donald Trump.
  • França, junto com o Reino Unido, é potência nuclear, mas muitos países europeus dependem principalmente dos Estados Unidos para dissuasão.
  • O governo francês reforça que o financiamento da sua dissuasão continua sendo responsabilidade exclusiva de Paris, para manter controle nacional.
  • A doutrina destaca ambiguidade estratégica e ressalta que qualquer expansão europeia exigiria capacidades como mísseis de longo alcance, além de manter o foco em deter adversários e evitar duplicar forças.

Em Paris, o presidente Emmanuel Macron deverá atualizar nesta segunda-feira a doutrina nuclear francesa, negando controle europeu compartilhado e expondo o que Paris pode oferecer a aliados que questionam a confiabilidade do guarda-chuva nuclear dos EUA sob o governo de Biden. O anúncio ocorre em meio a inquietações sobre a aliança transatlântica e o papel de Paris na dissuasão europeia.

A atualização chega após debates recentes na Alemanha e em outras capitais da Europa sobre a possibilidade de um pilar nuclear europeu. A imprensa aponta que Berlin abriu conversas com Paris sobre uma deterrência europeia, e Macron sinalizou que a abordagem deveria ser holística, defendendo defesa e segurança de forma integrada.

Em Oslo, Copenhague e outras capitais tradicionalmente pró-EUA, autoridades manifestaram cautela sobre ampliar o papel de França na dissuasão. A depender do contexto, a ideia de um pilar europeu ganhou tração entre algumas lideranças, mas segue sob forte ceticismo de que uma alternativa substitua a cobertura dos EUA.

Desafios e custos

A depender de fontes oficiais, muitos governos privados duvidam da capacidade francesa de sustentar a dissuasão continental sem ampliar significativamente recursos. Entre as preocupações estão custos, decisões de lançamento e o risco de reduzir investimentos convencionais.

A França gasta cerca de 5,6 bilhões de euros por ano para manter seu arsenal de aproximadamente 290 armas lançadas por submarinos e por ar, o quarto maior arsenal nuclear do mundo. Analistas indicam que uma credibilidade maior exigiria investimentos elevados.

Enquadramento estratégico

Especialistas indicam que a presença de armas americanas na Europa faz parte da doutrina de dissuasão da OTAN, com a chamada partilha nuclear em países como Bélgica, Alemanha, Itália, Holanda e Turquia. A cooperação permanece central para a segurança, segundo observadores.

Em Bruxelas, o subsecretário de Defesa dos EUA afirmou que Washington manteria a dissuasão para a Europa, mesmo com o avanço da modernização de seu arsenal. Fatores de percepção europeia, no entanto, permanecem em debate.

Posição francesa e perguntas de parceiros

França afirma que não busca substituir a proteção americana nem competir com a OTAN. A doutrina atual prioriza uma postura com capacidade simbólica mínima, mas credível, mantendo controle exclusivo brasileiro? Desculpe, corrigindo: controle exclusivo francês sobre o arsenal.

Especialistas destacam que qualquer papel expandido de França exigiria o desenvolvimento de armas de ataque com alcance maior que 2.000 km, algo ainda não consolidado e visto com reservas por diversos parceiros. A transparência e a confiabilidade permanecem em pauta.

O que Macron enfatizará

Macron, ao falar na base de submarinos nucleares na Bretanha, deve reiterar que a França visa uma postura nuclear suficiente para impor custos pesados a inimigos, sem abrir mão do controle nacional. A mensagem central é manter a soberania francesa sobre a dissuasão.

Partes interessadas ressaltam que a discussão não se resume a ter armas, mas a demonstrar credibilidade. O posicionamento francês continua a enfatizar que apenas o presidente francês pode ordenar um ataque nuclear, conforme a doutrina vigente.

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