- A ICE enfrenta atrasos no processo de checagem de antecedentes em meio a uma escalada histórica de contratações.
- Um e-mail interno orienta como lidar com acusações de conduta de recrutados, encaminhando casos à unidade de investigações de integridade (IIU).
- Recrutas foram sinalizados por problemas no passado, incluindo tatuagens associadas a gangues e mandados ativos, levando a demissões.
- Segundo a Secretaria de Segurança Interna, não houve falhas generalizadas de checagem; o comunicado reforça que as verificações são extensivas e contínuas.
- Uma pesquisa da Reuters/Ipsos aponta que a maioria dos americanos apoia a deportação de imigrantes ilegais, mas desaprova as táticas duras do governo.
O serviço de Imigração e Alfândega dos EUA (ICE) alertou sobre atrasos no processo de checagem de antecedentes à medida que aumenta a contratação de novos agentes. Em um e-mail interno, a empresa descreveu como lidar com denúncias de conduta prévia de recrutas diante do rápido crescimento da força.
A mensagem, enviada a supervisores da divisão de operações de aplicação e remoção (ERO) e obtida pela Reuters, aponta que o volume elevadíssimo de novos contratados pode gerar incerteza nos escritórios regionais quando surgirem alegações sobre conduta anterior à admissão no ICE. Alegações devem ser encaminhadas à unidade de investigações de integridade (IIU).
O documento orienta que informações desfavoráveis sobre conduta prévia devem ser encaminhadas ao IIU, especialmente casos já encerrados ou daqueles que envolveriam desligamento por conduta inadequada em outra instituição. O objetivo é padronizar a resposta institucional diante de possíveis falhas no processo de seleção.
A expansão ocorreu durante a gestão do governo de Donald Trump, que ampliou o efetivo para sustentar uma política de endurecimento migratório. Trump descreve migrantes como criminosos e afirma necessidades de deportação em meio a críticas sobre a eficácia e a ética das ações adotadas.
Entretanto, a maior parte dos detidos pela ICE, segundo reportagens, não possui antecedentes criminais; apenas a violação de leis de imigração é classificada como infração civil. Dados adicionais indicam variações entre números oficiais de contratações e o que é refletido em bases de dados públicas.
Com o aumento da atuação da ICE, surgiram questionamentos sobre a qualidade da triagem de candidatos. Alguns ex-funcionários citam casos de recrutamento acelerado que resultou em contratações com problemas em checagens anteriores ou com mandados ativos.
Relatos internos indicam que, em alguns escritórios, um terço dos contratados ainda aguarda a conclusão de checagens de antecedentes, mesmo já formados. Casos de vigilância aumentada e investigações internas passaram a fazer parte do protocolo de atuação.
Uma pesquisa recente aponta que a maioria dos americanos apoia a deportação de imigrantes indocumentados, mas há desaprovação em relação às táticas de aplicação, como agentes encapuzados em equipamentos táticos, que geram atritos com a população e podem influenciar o ambiente político para eleições de meio de mandato.
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