- O governo britânico chegou a um acordo com a polícia sobre quais documentos da nomeação de Peter Mandelson podem ser tornados públicos, no âmbito de uma estrutura de divulgação.
- A Comissão de Inteligência e Segurança terá a decisão final sobre quais documentos podem ser tornados públicos, não o gabinete do primeiro-ministro.
- A comissão informou que espera receber aos poucos os documentos e quer saber quando sairá a primeira leva e quantos itens haverá.
- A Organização Europeia de Combate ao Fraude (OLAF) disse estar analisando a conduta de Mandelson durante o período em que atuou como comissário britânico ao comércio, entre 2004 e 2008.
- Mandelson foi preso em Londres sob suspeita de má conduta em função pública, após revelações sobre seu vínculo com Jeffrey Epstein, e houve buscas em suas residências.
O governo britânico fechou um acordo com a polícia sobre a liberação de documentos relacionados à nomeação de Peter Mandelson, ex-embaixador no EUA. O acordo estabelece o framework para divulgação, segundo comitê responsável por divulgações nesta quinta-feira.
Mandelson, 72, foi detido pela Polícia Metropolitana, de Londres, na segunda-feira, sob suspeita de conduta imprópria no serviço público. A prisão ocorreu após revelações sobre seus vínculos com Jeffrey Epstein, que também motivaram controvérsia política no país.
Comitê independente decide
O Comitê de Inteligência e Segurança recebe material de diferentes órgãos do governo para decidir quais documentos podem tornar-se públicos. O órgão afirmou que não o gabinete do primeiro-ministro nem outros setores decidem a divulgação.
Até o momento, o comitê aguarda orientações sobre o trâmite e o número de documentos que serão encaminhados. O objetivo é publicar a primeira tranche de informações no início de março, conforme declaração do comitê.
Olaf também analisa conduta
A agência europeia OLAF informou estar revisando as ações de Mandelson durante seu mandato como comissário britânico para o comércio, entre 2004 e 2008, a pedido da Comissão Europeia. A agência ressalvou que a avaliação não caracteriza uma investigação formal e respeita a presunção de inocência.
Advogados de Mandelson ainda não responderam a pedidos de comentário. A prisão britânica não implica culpa, e a polícia já realizou buscas em residências em Londres e no sudoeste da Inglaterra.
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