- A primeira-ministra Mette Frederiksen anunciou eleições gerais antecipadas para o dia 24 de março.
- Frederiksen governa em coalizão com o Partido Liberal e o Partido Moderado e não descartou alianças, mantendo a meta de seguir com a linha atual, incluindo maior gasto em defesa.
- As eleições foram adiantadas em relação ao calendário oficial, motivadas pela tensão geopolítica envolvendo Groenlândia e influências dos Estados Unidos.
- O Social-Democratas propõe imposto sobre o patrimônio, para financiar escolas públicas, estimando arrecadar cerca de 6,0 bilhões de coroas dinamarcas (800 milhões de euros).
- A política de segurança e de imigração segue como base da plataforma, com foco em fortalecer a defesa para proteger a Europa.
A primeira-ministra da Dinamarca, Mette Frederiksen, anunciou a antecipação das eleições gerais para o dia 24 de março. O governo em coalizão, formado pelo Partido Social-Democrata, Partido Liberal e Partido Moderado, buscou ampliar a estabilidade política diante de tensões geopolíticas. O anúncio ocorreu no Parlamento, Folketing.
As eleições saem do calendário previsto para outubro e chegam em meio a uma conjuntura marcada por disputas com os Estados Unidos sobre Groenlândia, território autónomo dinamarquês. Frederiksen afirmou que pretende manter a linha atual, com foco em defesa e políticas de imigração.
A líder reforçou que o país continuará a reforçar seu arsenal e a proteger a Europa de ameaças, sem citar nomes, e que a defesa permanece como pilar da política dinamarquesa por anos. A relação com EUA elevou a tensão diplomática nos últimos meses.
Defesa e alianças
O governo atual participou de um pré-acordo com a OTAN para fortalecer a segurança no Ártico, após as manifestações de interesse de Washington sobre Groenlândia. Reforços, cooperação e uma maior presença estratégica foram destacados como objetivos.
Frederiksen também destacou que está aberta a formas de governo que permitam manter a capacidade de manobra do seu partido, inclusive alianças com outras forças de esquerda caso isso garanta governabilidade.
Proposta de imposto ao patrimônio
Entre as medidas anunciadas, o Partido Social-Democrata defende um imposto ao patrimônio. A proposta visa taxar cerca de 1% dos mais ricos, com arrecadação estimada em cerca de 6 bilhões de coroas dinamarquesas (aprox. 800 milhões de euros). O recurso seria destinado à educação básica.
Entre na conversa da comunidade