- A primeira-ministra dinamarquesa, Mette Frederiksen, anunciou eleições parlamentares para 24 de março, antecipando o prazo máximo.
- O pleito ocorre em meio à pressão do presidente dos EUA, Donald Trump, para que a Groenlândia seja cedida aos Estados Unidos.
- O Folketing tem 179 cadeiras; 175 são para a Dinamarca e 2 para Groenlândia e Ilhas Faroé. A eleição geral ocorre a cada quatro anos, mas pode ser convocada a qualquer momento.
- Frederiksen busca a reeleição; a política de segurança continua como base da atuação do governo e as relações com os EUA devem ser redefinidas.
- A tensão com os EUA levou a negociações sobre um possível acordo de segurança no Ártico, com resistência à anexação e reforço da presença militar dinamarquesa na Groenlândia.
A Dinamarca anunciaram eleições parlamentares para 24 de março, conforme afirmou a primeira-ministra Mette Frederiksen. A antecipação ocorre meses antes do prazo máximo previsto pela legislação e acontece em meio a tensões com os Estados Unidos. O pleito definirá quem ocupará o Folketing, o parlamento dinamarquês.
O Folketing tem 179 cadeiras, sendo 175 para parlamentares da Dinamarca e duas para representantes da Groenlândia e das Ilhas Faróe, territórios semiautônomos. A eleição geral deveria ocorrer a cada quatro anos, mas pode ser convocada a qualquer momento pelo premiê. A última ocorreu em 1º de novembro de 2022.
Frederiksen lidera um governo de coalizão entre o Partido Social-Democrata, o Partido Liberal e o Moderado. Ela indicou que os próximos quatro anos demandarão reforço de defesa e maior autonomia da Dinamarca, com ênfase nas relações com os EUA.
Tensão com os EUA e rápidas mudanças
Trump tem pressionado a Dinamarca a ceder a Groenlândia aos Estados Unidos, com ameaças de tarifa e outras medidas. Em resposta, Dinamarca, Groenlândia e EUA iniciaram negociações técnicas sobre segurança no Ártico.
Autoridades dinamarquesas e groenlandesas rejeitam a ideia de anexação. As investidas contribuíram para protestos no país e o aumento da presença militar na Groenlândia, embora as autoridades dinamarquesas afirmem manter a cautela.
Frederiksen indicou, em diferentes ocasiões, que a crise não acabou e que as tensões seguem, mesmo com sinais de menor intensidade. O governo teme impactos estratégicos e econômicos caso a situação se agrave.
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